Lembranças da Guiné, na guerra e já fora dela. Pesquisa, comentários e factos. A memória sempre presente. Não está por ordem. É conforme me vou lembrando. Tudo o que tem a ver com a Guiné, a sua história, as etnias, a colonização e as guerras de resistência. Também a minha experiência durante a guerra colonial (está nos primeiros posts). Para quem não sabe ou viveu que veja e avalie se é realidade ou ficção. Para quem sabe ou viveu são lembranças.
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2 de junho de 2011
192-Bubaque
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31 de maio de 2011
189-Os "portugueses" segundo o censo feito à "população civilizada" da Guiné Portuguesa em 1950
Baseado no censo à "população civilizada" realizado em 1950, o artigo de António Carreira publicado no Boletim Cultural da Guiné Portuguesa (Volume XIV, nº 56 de Outubro 1959) é interessante para avaliar, mais uma vez, se os guineenses eram, na sua generalidade, considerados "portugueses".
Isto é, dos 510.777 habitantes que a Guiné tinha na altura (segundo dados da Delegação da UE em Bissau), só 4.644 (Varões e Fêmeas) é que eram civilizados e, portanto, portugueses.
Na mesma óptica, refere ele, na página 550, que: «Só os naturais da Guiné expressam mais de 58,3% da população nacional [o sublinhado é meu], seguindo-se Cabo Verde com 21,4%, a Metrópole com 18,8% e as outras províncias com 1,3%».
Mais à frente:
Eram estes os "portugueses" nestas circunscrições. E refere que os libaneses representam cerca de 81,1% da população estrangeira. Já não eram muitos no meu tempo, mas sei que era assim. Tem outros quadros depois com o número de "portugueses" nas principais localidades de cada circunscrição. Refiro só as que, anos mais tarde, conheci:
- em Geba havia 8 (V e F) e em Barro havia 19 (V e F).
Significou que, nesta estatística de «civilizados», não contaram os muitos milhares de habitantes das inúmeras tabancas do mato. Esses não eram «civilizados», não eram considerados "portugueses".
Não eram preconceitos de António Carreira. Era a ideia oficial dos governantes das colónias, embora lhes chamassem já províncias.
Aliás, a certa altura, diz o autor do artigo: «Arrependi-me de fazer esta enumeração de problemas porque o leitor da Guiné, depois de a ler, dirá logo ao primeiro amigo que tudo isso é desnecessário (se não disser qualquer nome feio) porque sempre se viveu sem saber das condições de vida do preto e a Guiné progrediu sem isso e até porque desses inquéritos não resultará aumento de volume de negócios ou de riqueza material.»
E os problemas por ele levantados foram estes:
- saber dos movimentos migratórios da principal riqueza da Guiné, o seu nativo:
- o êxodo das populações rurais sobre as concentrações urbanas de tipo civilizado;
- a falta de trabalho ou de ocupação ou actividades dos destribalizados;
- as condições de vida dos aglomerados populacionais das zonas suburbanas;
- a prostituição;
- a influência do islamismo sobre as populações animistas;
- as dietas e orçamentos domésticos das populações rurais e suas condições de habitação;
- as possíveis influências das tributações na vida económica e social;
- etc, etc
Claro que nada disto importava a quem apenas queria explorar o que desse dinheiro na colónia.
Finalmente, para se ter uma ideia do grau de «civilização» dos inquiridos no censo:
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187-Símbolos, ritualistas e ritualismos ânimo-feiticistas na Guiné
(Para ver em ponto grande carregar em X, em baixo à direita)
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António Carreira
in Boletim Cultural da Guiné Portuguesa, Volume XVI, nº 63, Julho 1961
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29 de maio de 2011
186-Aspectos e tipos da Guiné - VIII
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21 de maio de 2011
176-Aspectos e tipos da Guiné - VII
in Boletim Cultural da Guiné Portuguesa, Volume IX, nº 36, Outubro de 1954
in Boletim Cultural da Guiné Portuguesa, Volume XI, nº 41, Janeiro de 1956
in Boletim Cultural da Guiné Portuguesa, Volume X, nº 37, Janeiro de 1955
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19 de maio de 2011
174-Aspectos e tipos da Guiné - VI
in Boletim Cultural da Guiné Portuguesa, Volume XI, nº 42, Abril de 1956
in Boletim Cultural da Guiné Portuguesa, Volume X, nº 4o, Outubro de 1955
in Boletim Cultural da Guiné Portuguesa, Volume X, nº 38, Abril de 1955
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11 de maio de 2011
154-Aspectos e tipos da Guiné - V
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5 de maio de 2011
140-Festas religiosas do islamismo fula
Artigo do Boletim Cultural da Guiné Portuguesa, Volume XI, nº 41, de Janeiro de 1956
(para ver em ponto grande pressionar X à direita, em baixo)
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2 de maio de 2011
135-Onomástica fula e graus de parentesco
Artigo no Boletim Cultural da Guiné Portuguesa, Volume X, nº 40, Outubro de 1955
(para ver em ponto grande carregar em X, em baixo à direita)
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133-Aspectos e tipos da Guiné - IV
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30 de abril de 2011
129-Identidade cultural do povo balanta
![]() |
| Edições Colibri, Lisboa, 2010 preço 8€ |
Sinopse:
Regressado à Guiné em 1975 após a independência do país, Cammilleri decidiu dedicar mais tempo a conhecer melhor o povo com o qual voltava a conviver e trabalhar. Fixou-se então na vila de Tite, no sul do país, em contacto directo com o povo Balanta com o qual desenvolveu actividades na área da saúde, inclusive a construção de um hospital. No entanto a sua preocupação principal foi a pesquisa e o estudo mais aprofundado da identidade cultural deste grupo étnico. A recolha dessa pesquisa é apresentada na sua tese de licenciatura na Università di Genova em 1995 com o título “Ser Alante, ser Anin” (Ser Homem, ser Mulher). Seguindo as diferentes etapas da Iniciação de ambos os sexos, o autor pretende evidenciar os valores do Homem e da Mulher específicos da cultura balanta actualmente em transformação e muitos deles em perigo de desaparecimento perante uma economia de mercado globalizada.
Índice:
Apresentação
Mapa da Guiné ´-Bissau
Nota linguística
Introdução
Iª PARTE - O CONTEXTO HISTÓRICO
O desembarque dos portugueses
A ocupação
A revolta dos Balantas
O período colonial
A independência
IIª PARTE - A SITUAÇÃO ECONÓMICA E SOCIAL
A economia nacional
O território balanta
O sistema produtivo dos balantas
A sociedade e a sua organização
IIIª PARTE - A INTEGRAÇÃO SOCIAL FEMININA
A mulher, sua evolução e formação
A Cerimónia da parturiente
A atribuição do nome
1.Nbi fula uso-ñ (1)
2. Fula ndan (2)
3. Iegle (3)
4. Thata (4)
5. Sade (5)
6. Anin ndolo (6)
IVª PARTE - A INTEGRAÇÃO SOCIAL MASCULINA
1. Bidokn ni ñare (7)
2. Nthok fos (8)
3. Ngwac (9)
4. Nkuuman (10)
5. N'Hae - Nñess (11)
6. Blufu ndan (12)
7.Fo-Alante ndan (13)
I. A preparação
II. A segregação
III. FO, o ritual central
IV. O grande regresso
Coclusão - o quadro cultural
1. Nbi ni N'hala (14)
2. Nbi ni Biñan (15)
Nota dos tradutores
Bibliografia
____________________________________
[1] Filha pequena
[2] Nome dado às raparigas entre os 10 e os 13 anos
[3] Nome dado às raparigas entre os 13 e os 16 anos
[4] Nome dado às iegle após o nascimento do segundo filho
[5] Mulher no início da menopausa com actividade de comando
[6] Mulher no fim da menopausa, ancião, sem condições de exercer a direcção da família
[7] Rapazes dos 6 aos 12 anos
[8] Adolescentes dos 13 aos 15 anos
[9] Jovens blufus com idade entre os 15 e os 18 anos
[10] Jovens dos 18 aos 21 anos
[11] Jovens dos 21 aos 24 anos
[12] “Jovem grande”, literalmente, jovens entre os 24 e os 30 anos
[13] O que já fez o fanado, passou para a idade adulta
[14] Ser humano, filho de N’hala
[15] Filho de geração ou família extensa
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23 de abril de 2011
122-Aspectos e tipos da Guiné - III
Estas saíram no Nº 48 do Volume XIII, em Outubro de 1957
(legendas como vêm na revista)
![]() |
| Rapariga balanta |
![]() |
| Fula junto à água |
![]() |
| Fula a cavalo |
![]() |
| Dança de balantas |
![]() |
| Caminho da fonte de Quebo |
![]() |
| Papéis em traje festivo |
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13 de abril de 2011
106-Aspectos e tipos da Guiné - II
Estas saíram no Nº 49 do Volume XIII, em Janeiro de 1958
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12 de abril de 2011
105-A mulher africana em belos quadros
Dwe -african painters(para ver em ponto grande, é melhor, clicar em baixo à ireita em X)
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10 de abril de 2011
103-Aspectos e tipos da Guiné-I
Todos os números do "Boletim Cultural da Guiné Portuguesa" tinham nas páginas finais várias fotografias em papel couché a que chamavam "Aspectos e tipos da Guiné Portuguesa". Tem interesse lembrá-las pelo seu aspecto histórico e étnico.
Estas saíram no Nº 51 do Volume XIII, em Julho de 1958(legendas como vêm na revista)
![]() |
| Mandinga |
![]() |
| Dança de "banda" dos nalús |
![]() |
| Mancebo felupe |
![]() |
| Tabanca balanta |
![]() |
| Campo de algodão de Calicunda |
![]() |
| Tocadores pajadincas de tambor |
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