Hino de Gandembel
Lembranças da Guiné, na guerra e já fora dela. Pesquisa, comentários e factos. A memória sempre presente. Não está por ordem. É conforme me vou lembrando. Tudo o que tem a ver com a Guiné, a sua história, as etnias, a colonização e as guerras de resistência. Também a minha experiência durante a guerra colonial (está nos primeiros posts). Para quem não sabe ou viveu que veja e avalie se é realidade ou ficção. Para quem sabe ou viveu são lembranças.
13 de fevereiro de 2011
59-Hino de Gandembel
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58-Babel Negra
Diz o guineense Doutor Leopoldo Amado:
«Em 1935, Landerset Simões publica «A Babel Negra» que é uma espécie de antologia etnográfica das diferentes tribos guineenses. Trata-se, em nossa opinião, de um dos estudos etnoantropológicos mais cientificamente elaborados sobre a Guiné.
Além de Landerset Simões procurar as origens remotas das tribos guineenses, que em alguns casos remontam da Oceânia, pela primeira vez um autor colonial se debruçou sobre a arte guineense, com especial destaque para a Bijagó e Nalú.» Obra existente na Biblioteca Nacional Digitalizada.
(Carregar em "full" para ver em ponto grande. Para avançar usar o rato do lado direito)
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57-A Guiné através da História
O Coronel António Leite de Magalhães foi um quadro da administração colonial, tendo sido Governador da Guiné Portuguesa de 1927 a 1931. Esta pequena obra é muito elucidativa para se saber como foram dominados os povos da Guiné ao longo dos séculos. Foram muitas guerras e muitas lutas. Como eram gentios (designação então dada à generalidade dos povos das colónias não cristãos, e aqui particularmente aos guineenses) foi muito usada a espada e não a cruz… Vão fotografias contidas no livrinho.(Carregar em "menu" e depois em "Vieew Fullscreen" para ver em ponto grande. Bater com o rato no lado direito para avançar na litura, ou no lado esquerdo para voltar atrás)
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56-Caverna de Nhampasseré- A Guiné também teve Pre-história


Texto de Amílcar Mateus, que foi chefe da Missão Antropológica e Etnológica da Guiné na década de 50 do século XX In “Acerca da Pré-história da Guiné”, publicado no Boletim Cultural da Guiné Portuguesa, Volume IX, Nº 35, Julho 1954, pg. 463: “A caverna de Nhampasseré fica situada a cerca de 12 quilómetros de Nova Lamego, internada no mato a Sul da estrada que liga esta sede de circunscrição com Bafatá.
Para lá se chegar é necessário seguir aquela estrada e, a cerca de 4 quilómetros de Nova Lamego, virar para Sul e meter por um caminho que dela parte em direcção às povoações de Embalocunda e de Fula-mansa. Daqui segue uma picada através da floresta, que pára 2 quilómetros antes da caverna, havendo por isso a necessidade de caminhar durante esses dois quilómetros por uma vereda.
A caverna abre-se num morro de grés e tem a entrada maior, com cerca de 2,15 m de altura, voltada para Norte. Esta entrada dá para um átrio bastante amplo, donde partem 6 corredores em várias direcções, alguns dos quais abrem para o exterior. Alguns deles são altos e as suas paredes estão polidas pelo roçar das feras que aí se acoitam, outros são muito baixos e para se andar neles é preciso fazê-lo de rastos.
Isolada desta caverna, mas aberta também no mesmo morro, há uma outra, bem mais pequena que a anterior e que não oferece interesse de maior.
Explorada a superfície do pavimento da caverna grande, tratámos de abrir uma vala de exploração na direcção N-S. Foi preciso aprofundá-la até cerca de 80 cm para encontrarmos as primeiras peças de interesse: alguns fragmentos de cerâmica. Acharam-se depois outros, bem como instrumentos líticos de três naturezas petrográficas: dolerito, quartzo e grés.
Os fragmentos de cerâmica são todos pequenos, não podendo por isso avaliar-se nem a forma nem as dimensões dos vasos a que pertenceram. Foram confeccionados com barro vermelho grosseiro e apresentam gravura incisa variada.”
Outros objectos tinham já sido encontrados em Bolama e numa colina da região do Boé por outras expedições.
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55-Amílcar Cabral engenheiro agrónomo

AMÍLCAR LOPES CABRAL
Nasceu em Bafatá a 12 de Setembro de 1924. Em 1932 vai para Cabo Verde, completando no Mindelo o curso liceal em 1943. Emprega-se na Imprensa Nacional, na Praia, em 1944, mas ingressa no Instituto Superior de Agronomia, em Lisboa, em 1945, terminando o curso em 1950 e indo trabalhar para a Estação Agronómica de Santarém como estagiário na Brigada de Solos. Contratado pelo Ministério do Ultramar como adjunto dosServiços Agrícolas e Florestais da Guiné, regressou a Bissau em1952. Iniciou seu trabalho na granja experimental de Pessubé percorrendo grande parte do país, de porta em porta, durante o Recenseamento Agrícola de 1953, e adquirindo um conhecimento profundo da realidade social vigente na Guiné. Suas actividades políticas, iniciadas já em Portugal, reservam-lhe a antipatia doGovernador da colónia, Melo e Alvim, que o obriga a emigrar paraAngola em 1955, embora lhe permita voltar uma vez por ano, por razões familiares.
Em pormenor, sinais da craveira intelectual do criador e líder do PAIGC:
Conferências e Congressos: Conferência Arachide-Mils (Bambey, Senegal, SET.1954); XXIII Congresso Luso-Espanhol para o Progresso das Ciências (Coimbra, Portugal, JUN.1956); XXIV Congresso Luso-Espanhol para o Progresso das Ciências (Madrid, Espanha,1958)
Funções públicas: Membro (estagiário) da Brigada dos Solos de Santarém, da Estação Agronómica Nacional, 1950/1951; Engenheiro agrónomo contratado pela Repartição Provincial dos Serviços Agrícolas e Florestais da Guiné Portuguesa, 1953/1954; Ajunto do Chefe da Repartição Provincial dos Serviços Agrícolas e Florestais da Guiné Portuguesa, 1953/1954; Director do Posto Agrícola Experimental de Pessubé (Bissau, Guiné Portuguesa), 1953/1955; Chefe interino da Repartição Provincial dos Serviços Agrícolas e Florestais da Guiné Portuguesa, 1954 e 1955; Inspector do Comércio Geral da Guiné (por substituição), 1954 e 1955; Responsável pela planificação e execução do Recenseamento Agrícola da Guiné Portuguesa, 1953, percorrendo grande parte do país, de porta em porta, adquirindo um conhecimento profundo da realidade social ali vigente; Delegado do Governo português à Conferência Arachide-Mils (Bambey, Senegal), 1954; Membro do Comité Executivo do Centro de Estudos da Guiné Portuguesa, 1954/1955; Colaborador extraordinário (Investigador) da Junta de Investigação do Ultramar, Lisboa, 1956/1960;Colaborador extraordinário (Investigador) da Direcção Geral dos Serviços Agrícolas, Lisboa, 1958/1960;Chefe de Secção da Brigada de Estudos de Defesa Fitossanitária (Junta de Investigação do Ultramar), 1957/1960; Chefe de Secção do Laboratório da Defesa Fitossanitária dos Produtos Armazenados (Direcção geral dos Serviços Agrícolas), 1958/1960; Responsável pela elaboração de um Plano da Defesa Fitossanitária da Semente do Arroz na Guiné Portuguesa, 1959; Responsável pela elaboração de um Plano de Estudo da Defesa Fitossanitária do Amendoim na Guiné Portuguesa, 1959
Outras funções: Colaborador do Professor J.V. Botelho da Costa, da cadeira de Pedologia e Conservação do Solo, do Instituto Superior de Agronomia, Lisboa, para os estudos referentes aos solos de Angola, 1955/1960; Colaborador permanente do Professor Ario L. Azevedo, da cadeira de Agricultura Tropical, do Instituto Superior de Agronomia, Lisboa, para os estudos referentes à tecnologia do solo nalgumas regiões de Angola, 1955/1960; Assistente permanente do Professor C.M. Baeta Neves, da cadeira de Entomologia Agrícola, do Instituto Superior de Agronomia, Lisboa, para os estudos referentes à defesa fitossanitária dos produtos agrícolas em Portugal e no Ultramar, 1956/1960
Organizador e Director da Brigada de Estudos Agrológicos da Sociedade Agrícola de Cassequel, Angola, 1955/1956; Organizador e Director da Brigada de Estudos Agrológicos da Companhia de Açúcar de Angola, 1956/1957; Responsável do Estudo Agrológico das Plantações de Caféeiros da Companhia Angolana de Agricultura, Amboim, Angola, 1958
Responsável do Estudo Preliminar dos Solos da Fazenda Longa-Nhia, Companhia Angolana de Agricultura, 1958; Organizador e Director da Brigada de Estudos Agrológicos da Companhia Angolana de Agricultura, 1959; Director do Gabinete de Estudos Agronómicos, Lisboa (organismo criado pelos Engenheiros Agrónomos e Silvicultores, ao serviço da Agricultura e Silvicultura em Portugal e nos territórios do Ultramar), 1958/1960; Encarregue do Estudo de Viabilidade da cultura industrial da beterraba açucareira em Portugal, pelo Entreposto Mercantil Lda., Lisboa, 1959; Responsável pela Missão de Estudo referente à cultura e industrialização da beterraba açucareira na Europa, 1959; Membro efectivo da Sociedade de Ciências Agronómicas, Lisboa, 1955/1960.
Organizador e Director da Brigada de Estudos Agrológicos da Sociedade Agrícola de Cassequel, Angola, 1955/1956; Organizador e Director da Brigada de Estudos Agrológicos da Companhia de Açúcar de Angola, 1956/1957; Responsável do Estudo Agrológico das Plantações de Caféeiros da Companhia Angolana de Agricultura, Amboim, Angola, 1958
Responsável do Estudo Preliminar dos Solos da Fazenda Longa-Nhia, Companhia Angolana de Agricultura, 1958; Organizador e Director da Brigada de Estudos Agrológicos da Companhia Angolana de Agricultura, 1959; Director do Gabinete de Estudos Agronómicos, Lisboa (organismo criado pelos Engenheiros Agrónomos e Silvicultores, ao serviço da Agricultura e Silvicultura em Portugal e nos territórios do Ultramar), 1958/1960; Encarregue do Estudo de Viabilidade da cultura industrial da beterraba açucareira em Portugal, pelo Entreposto Mercantil Lda., Lisboa, 1959; Responsável pela Missão de Estudo referente à cultura e industrialização da beterraba açucareira na Europa, 1959; Membro efectivo da Sociedade de Ciências Agronómicas, Lisboa, 1955/1960.
Investigação e experimentação: Solo – Características físicas, utilização e conservação; Agricultura tropical – Prática de cultivo, fertilização e adaptação de culturas
Defesa fitossanitária – Micro-climas, condições de armazenamento, características físicas dos produtos e desenvolvimento das pragas
Defesa fitossanitária – Micro-climas, condições de armazenamento, características físicas dos produtos e desenvolvimento das pragas
Trabalhos publicados: O problema da Erosão do Solo. Contribuição para o seu estudo na região de Cuba (Alentejo), Instituto Superior de Agronomia, Lisboa, 1951; O conceito de Erosão, Instituto Superior de Agronomia, Lisboa, 1951; Boletins Informativos do Posto Agrícola de Pessubé (Bissau), nºs. 1 a 5, Serviços Agrícolas e Florestais da Guiné, 1953/1954; Sobre a roseta, Ecos da Guiné, 1953; Sobre a mecanização na Agricultura, Ecos da Guiné, 1953; As jutas e seus sucedâneos na Guiné, Ecos da Guiné, 1953; Para o conhecimento do problema da Erosão do Solo na Guiné, Boletim Cultural da Guiné Portuguesa, nº. 33, 1954; A utilização do solo na África negra, Boletim Cultural da Guiné Portuguesa, nº. 34, 1954; Sobre a mecanização da Agricultura na Guiné, Boletim Cultural da Guiné Portuguesa, nº. 34, 1954; Razões, objectivos e processo de execução do Recenseamento Agrícola da Guiné (colaboração), Boletim Cultural da Guiné Portuguesa, nº. 33, 1954; Queimadas e pousio na área de Fulacunda, Boletim Cultural da Guiné Portuguesa, nº. 35. 1954; A contribuição dos povos da Guiné para a Produção agrícola, I. Superfície cultivada, Boletim Cultural da Guiné Portuguesa, nº. 36, 1954; Sobre o ciclo da cultura do amendoim na França ultramarina. Relatório da Conferência Arachide-Mils, 1954; Feux de Brousse et Jachères dans le Cycle Cultural Arachide-Mils, Bulletin Agronomique, nº. 12, Ministère France Outre-Mer, Comptes rendus de la Conférence Arachides-Mils, Bambey, 1954; A participação portuguesa na Conferência Arachide-Mils, Bambey, Centro de Estudos da Guiné Portuguesa, 1954; Os aluviões do Catumbela (Cassequel, Angola), características e utilização, Sociedade Agrícola do Cassequel, 1955; Carta de Solos da Propriedade do Cassequel (3.600 hectares), escala 1:5.000, Sociedade Agrícola do Cassequel, Luanda, 1956 (colaboração); Microclima e microclimas na Defesa Fitossanitária dos Produtos Armazenados, Anais (Estudos de Defesa Fitossanitária), vol.XI, tomo II, Instituto de Investigações do Ultramar, Lisboa, 1956; Micro-clima num entreposto de Malange (Angola), Anais (Estudos de Defesa Fitossanitária), vol. XI, tomo II, Junta de Investigação do Ultramar, Lisboa, 1956; Os solos aluvianais do Dande (Angola), características e utilização, Companhia de Açúcar de Angola, 1957; Carta de Solos da Fazenda Tentativa (Dande), (4.000 hectares), escala 1:5.000, Companhia do Açúcar de Angola, 1957 (colaboração); Os Solos do Dembe (Angola) (3.000 hectares), escala 1:5.000, Companhia do Açúcar de Angola, 1957; Carta de Solos do Dembe (Angola) (3.000 hectares), escala 1:5.000, Companhia do Açúcar de Angola, 1957; Recenseamento Agrícola da Guiné – 1953, Boletim Cultural da Guiné Portuguesa, nº. 43, 1957; Para uma Classificação Fitossanitária do Armazenamento, colecção Estudos, Ensaios e Documentos, nº. 51, Junta de Investigação do Ultramar, 1958; Resultados da Inspecção Fitossanitária dos Armazéns de Produtos Agrícolas no distrito de Lisboa, colecção Estudos, Ensaios e Documentos, Junta de Investigação do Ultramar e Direcção geral dos Serviços Agrícolas, 1958 (no prelo); Da Infestação dos Produtos Agrícolas armazenados em Portugal, colecção Estudos, Ensaios e Documentos, Junta de Investigação do Ultramar e Direcção Geral dos Serviços Agrícolas, 1958 (no prelo); Deterioração e Contaminação dos Produtos Armazenados, colecção Estudos, Ensaios e Documentos, Junta de Investigação do Ultramar, 1958 (no prelo); Efeitos do Ataque das Pragas sobre os Produtos Armazenados, colecção Estudos, Ensaios e Documentos, Junta de Investigação do Ultramar, 1958 (no prelo) e Garcia de Orta, vol.8 (nº. 1), 1-426, 1960; Reconhecimento Agrológico da Fazenda Longa-Nhia, Companhia Angolana de Agricultura, Luanda, 1958 (colaboração); Carta de Solos da Fazenda S. Francisco, Companhia do Açúcar de Angola, Luanda, 1958 (colaboração)
Os Solos e a Cultura do Café nas Roças do Amboim e do Seles, Companhia Angolana de Agricultura, Luanda, 1959 (colaboração); Estudo Preliminar dos Solos da Longa-Nhia (Angola), Companhia Angolana de Agricultura, Luanda, 1959; Da viabilidade da Cultura Industrial da beterraba açucareira em Portugal, Entreposto Mercantil Lda., Lisboa, 1959
A Agricultura na Guiné Portuguesa. Problemas e características fundamentais, Agros, vol. XLII, nº. 4, Instituto Superior de Agronomia, Lisboa, 1959; Da cultura e industrialização da beterraba açucareira. Contribuição para o seu estabelecimento em Portugal. Entreposto Mercantil Lda., Lisboa, 1959; Das Condições Fitossanitárias dos porões dos navios mercantes no porto de Lisboa. Garcia da Orta, Junta de Investigação do Ultramar, 1959 (no prelo)
Das Condições Fitossanitárias dos Entrepostos do porto de Lisboa, colecção estudos, Ensaios e Documentos, Junta de Investigação do Ultramar, 1959 (no prelo); Carta de Solos da Fazenda Longa-Nhia (Angola), (4.000 hectares), escala 1:5.000, Companhia Angolana de Agricultura, 1960
Os Solos e a Cultura do Café nas Roças do Amboim e do Seles, Companhia Angolana de Agricultura, Luanda, 1959 (colaboração); Estudo Preliminar dos Solos da Longa-Nhia (Angola), Companhia Angolana de Agricultura, Luanda, 1959; Da viabilidade da Cultura Industrial da beterraba açucareira em Portugal, Entreposto Mercantil Lda., Lisboa, 1959
A Agricultura na Guiné Portuguesa. Problemas e características fundamentais, Agros, vol. XLII, nº. 4, Instituto Superior de Agronomia, Lisboa, 1959; Da cultura e industrialização da beterraba açucareira. Contribuição para o seu estabelecimento em Portugal. Entreposto Mercantil Lda., Lisboa, 1959; Das Condições Fitossanitárias dos porões dos navios mercantes no porto de Lisboa. Garcia da Orta, Junta de Investigação do Ultramar, 1959 (no prelo)
Das Condições Fitossanitárias dos Entrepostos do porto de Lisboa, colecção estudos, Ensaios e Documentos, Junta de Investigação do Ultramar, 1959 (no prelo); Carta de Solos da Fazenda Longa-Nhia (Angola), (4.000 hectares), escala 1:5.000, Companhia Angolana de Agricultura, 1960
Relatórios e outros trabalhos inéditos: Um Projecto para o estudos dos Solos de Cabo Verde, Estação Agronómica Nacional, Lisboa, 1951; Possibilidades da cultura industrial das Jutas na Guiné, Repartição dos Serviços Agrícolas e Florestais da Guiné Portuguesa, Bissau, 1954; O Problema do Arroz na Guiné, repartição dos Serviços Agrícolas e Florestais e Inspecção do Comércio Geral, Bissau, Guiné, 1954; Projecto de Recuperação dos Solos para a Agricultura na Guiné. Repartição dos Serviços Agrícolas e Florestais, Bissau, 1955
Relatório do Recenseamento Agrícola da Guiné (original), Serviços Agrícolas e Florestais, Bissau, 1954; Possibilidades da Cultura Industrial da Cana-de-açúcar na Guiné, Entreposto Mercantil lda., Lisboa, 1955; Os Solos da Guiné Portuguesa, curso realizado no âmbito da cadeira de Pedologia e Conservação do Solo, Instituto Superior de Agronomia, Lisboa, 1956
Possibilidades da Cultura da Bananeira na Guiné Portuguesa, Sociedade Comercial para o Fomento da Agricultura e da Indústria na Guiné (SCOFAI), Lisboa, 1957; Possibilidades da Exploração racional das Pastagens nas Ilhas dos Bijagós, Guiné Portuguesa, Sociedade Comercial para o Fomento da Agricultura e da Indústria na Guiné (SCOFAI), Lisboa, 1957
Relatório do Recenseamento Agrícola da Guiné (original), Serviços Agrícolas e Florestais, Bissau, 1954; Possibilidades da Cultura Industrial da Cana-de-açúcar na Guiné, Entreposto Mercantil lda., Lisboa, 1955; Os Solos da Guiné Portuguesa, curso realizado no âmbito da cadeira de Pedologia e Conservação do Solo, Instituto Superior de Agronomia, Lisboa, 1956
Possibilidades da Cultura da Bananeira na Guiné Portuguesa, Sociedade Comercial para o Fomento da Agricultura e da Indústria na Guiné (SCOFAI), Lisboa, 1957; Possibilidades da Exploração racional das Pastagens nas Ilhas dos Bijagós, Guiné Portuguesa, Sociedade Comercial para o Fomento da Agricultura e da Indústria na Guiné (SCOFAI), Lisboa, 1957
Obras em preparação: Os aluviões salgados em Angola; Os aluviões de Angola e a Agricultura; A cultura do cafeeiro em Amboim e Selles (Angola); O solo e a morte súbita do cafeeiro em Angola; O custo da produção do amendoim na Guiné Portuguesa; O custo da produção do arroz na Guiné Portuguesa.
(Dados da Fundação Mário Soares sobre a actividade de Amílcar Cabral como engenheiro agrónomo, e colhidos, com a devida vénia, emhttp://senegambia.blogspot.com/.)
Um exemplo de
um dos seus estudos, publicado no Boletim Cultural da Guiné Portuguesa Nº 36, Volume IX, de Outubro de 1954:
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Amílcar Cabral
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54-O Nosso Primeiro Livro de Leitura
Este é um dos livros que o PAIGC tinha nas “escolas do mato” para ensinar o Português
(agradecimentos ao camarada António Pimentel que é quem tem este exemplar).
«Estas escolas [do mato] situavam-se no interior da Guiné ou em instalações que possuía junto à fronteira e destinavam-se quer a crianças quer a adultos. A instrução aí ministrada ia até à 3ª classe. Os alunos seleccionados nessas escolas iam tirar a 4ª classe nas “escolas ao nível Inter-Região” em regime de internato, donde, também por escolha, podiam passar para a “Escola Piloto” para uma 5ª classe [foi criada uma em Retoma, nos arredores de Conakry, em 23 de Janeiro de 1965 por Luís Cabral; no entanto, já existia naquela cidade, desde 1960, uma escola de quadros políticos onde era dada também a instrução primária; dizem também Lourenço Ocuni Cá e Messias Ferreira, da Universidade de Mato Grosso, que existiu uma outra na zona de Bolama] . E, daí, os melhores podiam ser escolhidos para escolas no estrangeiro» - dados do SUPINTREP 31, da Repartição de Informações do CTIG.
Em Fevereiro de 1965 foi criado o Instituto Amizade, apoiado pela Suécia e pela Holanda, para apoio e educação das crianças, tendo a seu cargo, espalhados por toda a Guiné, 10 internatos, com cerca de 2.000 alunos, e 12 semi-internatos (para os que viviam em tabancas dispersas e não tinham vaga nos internatos) com 750 alunos. O objectivo era ensinar a ler, escrever e contar, mas também, é claro, mobilizar para as razões da luta em curso.
Segundo Anabela Maria Barradinhas Roque, Mestre em Estudos Africanos pelo ISCTE, «164 escolas foram criadas pelo PAIGC, no período de 1964 e 1973. Estas chegaram a atingir o número de 14.531 alunos inscritos. E o seu currículo visava o treino político, o treino técnico e a transformação dos comportamentos individuais e de grupo».
"O Nosso Primeiro Livro de Leitura" das escolas do PAIGC(carregar em Menu e, depois, em View Fullscreen para ver em ponto grande)
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53-O caçador eo crocodilo

É um conto guineense que se encontra no livro "O crioulo da Guiné-Bissau, Filosofia e Sabedoria", de Benjamim Pinto Bull. Esta imagem é de um desenho de Cathie Peyredieu Pinto Bull e está no livro ilustrando o conto. Vai em crioulo e e português, como está lá, para relembrar aqueles falares. Parece-me esta "storia" uma dúvida da filosofia africana sobre o conceito moral do "fazer bem sem olhar a quem", além de um alerta para o cuidado a ter com as "feras" que, apesar das falinhas mansas, sempre devoram tudo, pois é o que lhes está na natureza e na sua tradição. Além de uma recomendação para a atenção a ter com aqueles que connosco conviveram e nos foram úteis na vida, para não provocar a vingança dos defraudados e abandonados. E que as soluções podem vir dos mais simples, mais indefesos e mais pequenos no meio da “floresta”.
O caçador e o crocodilo (Montiadur ku lagartu)
Um caçador foi à caça; deparou-se com um crocodilo, que também estava à espera de uma vítima. Quis o caçador matá-lo, porém o crocodilo suplicou-lhe para lhe não tirar a vida, dizendo (Montiadur sai pa ba montia, i ba oca lagartu tambe sai montia; i misti fugial, kil pidil):
- Vim cá simplesmente à procura de qualquer coisa para matar a fome. Não encontro o caminho do regresso. Leva-me, por favor, até à margem do rio (Ten pasensa, ka bu matan; n bi nã sõ buska kumida. N bin iara ku kamiñu di riba; ten pasensa, leban roda di riu).
Respondeu-lhe o caçador(Montiadur falal):
- Eu bem queria levar-te, porém receio que me comas (N misti lebau, ma n ka osa, bu ta Bin kumen).
- Juro que não te como (Kil juramenta kuma i ka ta kumel).
Propôs-lhe então o caçador (Montiadur falal):
- A não ser que te amarre a boca (Sõ si n marau boka).
Atalhou o outro (Kil falal):
- Amarra-me a boca (Maran boka).
O caçador amarrou-lhe a boca com uma corda, em seguida, ligou-lhe todo o corpo a um pau, e levou-o às costas até à margem do rio. Chegados ao destino, o caçador quis pô-lo no chão; o crocodilo pediu-lhe (Montiadur maral boka ku korda, i maral kurpu na po, i kargal pa lebal riu. Oca ke ciga na roda di riu, montiadur misti disil. Lagartu pidil):
- Leva-me para mais longe (Leban ma lunju).
O caçador entrou na água até aos joelhos. Suplicou-lhe o crocodilo de novo (Kil lebal tena kau k’ iagu ta cigal na juju. I misti disil, kil falal):
- Leva-me ainda um pouco mais longe (Leban ma lunju, tem pasensa).
O caçador aceitou. Disse-lhe então o crocodilo (I lebal ma linju, i disil. Lagartu rabida i falal):
- Desamarra-me a boca, caso contrário não poderei comer (Dismaran boka si ka sin n ka ta pudi kume).
Assim que o caçador lhe desamarrou a boca, o crocodilo disse-lhe (Montiadur ka dismaral boka, lagartu falal):
- Prestaste-me, é certo, um serviço, mas agora tenho que te comer, única e exclusivamente para respeitar a nossa tradição; os meus pais comiam todos os homens quantos encontravam pelo caminho (Bu judan me, ma gosi n na kumeu suma k’ ña pape, ku ña donas ta fasi ba pekadurus ke ta paña ba).
Foi a vez do caçador de pedir com insistência para não ser comido. O crocodilo rejeitou categoricamente tal pedido. O caçador fez-lhe então a seguinte proposta (Montiadur falal):
- Estou inteiramente de acordo que me comas, mas proponho que previamente peçamos parecer de três transeuntes (N seta pa bu kumen, ma purmeru no tem k’ punta tris limarias k’ na bin pasa li: ken ke tem rasõ?).
Um cavalo velho foi o primeiro a passar por lá. Cada um lhe contou a aventura a seu modo. Escutou com muita atenção as duas versões, depois dirigiu-se para o crocodilo (Purmeru limaria k’ pasa i un cabalu beju. Kada ki kontal storis di si manera. Lebri Kabalu obi tudu i kaba i fala lagartu):
- Come-o como é vosso hábito. O homem é muito ingrato; quando eu era novo, com todo o vigor, cuidava bem de mim. Agora faz de conta que não me conhece (Kumel, suma k’ bo kustuma ta fasi.. Pekadur ngratu di mas; ocan nobu ku forsa, i ta jubin ba diritu, gosi i ta fasi suma i ka kunsin).
Apareceu depois uma velha; ela ouviu as duas versões da mesma aventura, e disse logo ao crocodilo (Beja Bin na pasa; i obi storia tudu, i fala lagartu):
- Come-o; os homens são todos ingratos. Quando jovem e bela, o meu marido jurou-me que só haveria de me amar a mim. Agora casou com raparigas novas, e nem sequer olha para mim. Come-o, segundo as vossas tradições (Kumel; pekadurus tudu e ngratu; ocan nobu, n bunitu ba; ña omi jurmenta ba kuma ami sõ ki na kiri. Gosi i toma minjeris nobu; i ka ta jubin mas. Kumel suma k’ bo kustuma ta fasi).
O caçador estava desesperado, não vislumbrando nenhuma solução favorável à sua situação. Chegou a lebre; cada um lhe expôs a aventura a seu modo. A lebre disse (Montiadur foronta, i ka sibi ke ki na fasi. Lebri bin na pasa, kada ki kontal si storia. Lebri fala elis):
- Estais muito longe, disse-lhes a lebre; já estou velha e oiço muito mal. Vinde, pois, aqui à margem, para que eu vos oiça melhor (Bo sta lunju di mas; n beju gosi, ña oreja ka stan diritu; bo Bin li na roda di riu pa n obi bo storia).
Ambos saíram da água e chegaram perto da lebre a quem contaram de novo tudo. Disse-lhes a lebre (E sai, e ciga na roda di riu, e kontal tudu. Lebri fala elis):
- Custa-me acreditar. Como é que este homenzinho pôde carregar com um gigante como tu? Para dar o meu parecer é preciso eu ver com os meus olhos quanto estais a contar-me. Portanto, regressai à floresta; que o caçador te amarre de novo e traga até aqui (N ka fia e bo storia, n ka fia kuma es omi pikininu sin, pudi kargau, suma bu garandi sin. Sõ si n oja ku ña uju kuma kusasedu; sõ si bo riba na matu, montiadur marau mas, i kargau, i tisi).
O crocodilo e o caçador aceitaram. Quando chegaram à floresta, a lebre disse ao caçador para amarrar melhor o crocodilo e perguntou-lhe (Lagartu ku montiadur seta. Oca ke ciga na matu, lebri fala montiadur pa Mara lagartu mas inda; i puntal):
- A vossa casta não come crocodilo (Abos, na bo rasa o ka ta kuma lagartu)?
O caçador respondeu (Montiadur falal):
- Claro que comemos (No ta kumel)..
A lebre disse-lhe (Kil falal):
- Salvaste-lhe a vida, e ele quis comer-te; agora, leva-o para casa e comei-o em família; tu a tua mulher e os teus filhos (Bu salbal, i misti kumeu; gosi lebal kasa, bo kumel ku bu minjer, ku bu fijus)
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52-Napalm na Guiné
Interessante. A Disciclopédia diz que:

«O napalm é um pó solúvel similar ao Ovomaltine, Nesquik e Nescau, e, assim como esses, dá mais energia para o seu dia. Também é utilizado como um agente desfolhante, como substância entorpecente e como um substituto do Tabasco no Bloody Mary. Algums dizem que ele também é usado na fabricação do Lico de Cair Pinto. Este maravilhoso produto é produzido exclusivamente com palmeiras especiais plantadas perto deNápoles, na Itália, sendo por esse motivo chamado de napalm (Napolis Palm - Palmeira de Napolis). Também é importante ressaltar que o napalm é um importante componente em todas as pílulas de emagrecimento, devido à sua grande capacidade de queimar calorias. É preciso no entanto lembrar que não é recomendada a ingestão de compostos de napalm com estômago vazio, pois o mesmo poderá provocar azia e garantir que qualquer peido inutilizará as suas cueca e as suas calças ..»
Mas o que é o napalm como armamento? É um conjunto de líquidos inflamáveis à base de gasolina, sendo o napalm, com eles misturado, o agente para tornar mais ou menos sólidos tais líquidos. Ficam, assim, um gel pegajoso e incendiário.
Os historiadores António de Araújo e António Duarte Silva (in O uso de NAPALM na Guerra Colonial - quatro documentos. Relações Internacionais, jun. 2009, no.22, p.121-139) conseguiram desenterrar alguns documentos, secretos ou muito secretos, onde se fala desta arma usada na guerra colonial. Num deles, datado de 9 de Maio de 1973, o Ten-Cor. José Luís Pereira da Cunha, do Gabinete do CEMGFA, diz que:
«Utilizar napalm ou uma arma nuclear táctica sobre um posto militar parece mais tolerável do que apunhalar ou fuzilar homens, mulheres ou crianças não empenhadas na luta, ou de colocar uma bomba, uma armadilha ou qual quer arma capaz de criar vítimas indiscriminadas».
E, apontando “factos concretos sobre a utilização dos incendiários nos T.O. ultramarinos”:
«a) Os Comandos Chefes e Comandos de Regiões Aéreas do Ultramar reduzem-se mínimo as operações “napalm” e rodeiam nas do maior sigilo possível (como há muitos executantes intervenientes tal sigilo não se pode garantir a 100%).
b) Para os fins que houver por convenientes indicam-se elementos de utilização os quais bem demonstraram a sua criteriosa e limitada utilização:
(1) ANGOLA
Utilização interdita do NAPALM, na medida em que é muito pouco eficaz em relação aos objectivos existentes neste Teatro de Operações. Excepcionalmente, em situações de intervenção de emergência associada a carência de “tectos” (que torna proibitivo o uso de outros tipos de bombas) o NAPALM é utilizado muito limitadamente, após estudo e referenciação de objectivos nitidamente militares.
(2) GUINÉ
É neste Teatro de Operações que, tacticamente, mais se carece da utilização de meios incendiários. Há ordens rigorosas para redução ao mínimo da sua utilização e em todos os casos são tomadas medidas de informações, estudo e referênciação dos objectivos a fim de evitar que elementos da população sejam afectados pelo seu emprego..O consumo médio mensal verificado é o seguinte:
Bombas incendiárias 300 Kgs 42
Bombas incendiárias 80 Kgs 72
Granadas incendiárias M/64 273
Nota: A imperiosa carência táctica justifica os eventuais inconvenientes de ordem política os quais sempre existiram visto que a sua não utilização não limitaria as acusações sistemáticas da propaganda inimiga.
(3) MOÇAMBIQUE
Utilização muito parcimoniosa em condições idênticas ao T.O. Angola. Desde 1968 até final de Fevereiro de 1973 o consumo médio mensal verificado é o seguinte:
Bombas incendiárias 300 Kgs 14
Bombas incendiárias 80 Kgs 47
Granadas incendiárias M/64 29»
Um exemplo:
Referindo que o General Schulz considera a Ilha do Como uma ZLIFA (Zona Livre de Intervenção da Força Aérea), o Major-General PilAv José Duarte Krus Abecasis, num artigo publicado na “Revista Militar” de 17 de Abril de 2009, aponta o lançamento de 100 toneladas de bombas nas noites de 17, 18 e 19 de Dezembro de 1965 com aviões Neptuno P2 V5 e Dakota modificado. Publica também fotografias de um ataque com bombas de napalm (as legendas são dele):

Não sei se naquelas moranças só havia guerrilheiros. Se calhar tinham lá as famílias...
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9 de fevereiro de 2011
51-Órfãos de Pátria
«Não morreram. Não têm sequer feridas visíveis. Mas as que não se vêem, não têm nome nem cura, também existem. Quatro ex-combatentes relatam uma guerra que não escolheram. E como tentam viver à procura do lado bom da História. Os homens também choram.»
Jornal de Notícias, Multimédia Reportagem
Para ver e ouvir clicar no "Começar" da imagem em baixo
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8 de fevereiro de 2011
50-Exercício de defesa
Quando não havia mato tinha muitas vezes de pôr o meu pessoal a mexer. Por um lado, tentava evitar que o ocupassem com cana ou com cerveja demasiadas vezes. Não se tratava de proibição, nem pensar, não era bom, era mais um pretexto para que intervalassem. De qualquer modo, este era um meio que eu achava fundamental para os manter operacionais. Era uma preocupação minha, não já dos outros alferes cujos homens eram de outras etnias, abstémias ou mais comedidas.
Várias vezes me vali da organização de exercícios de defesa do aquartelamento e de tiro.
Um dia, quando já estavam formados e sabiam para que era, houve um, o Clode, que decidiu refilar.
- Nha kurpu nesesita diskansu[1].
É verdade que tínhamos passado a noite no mato, mas tinha de ser assim.
- Deixa-te de merdas. Bo ka nesesita diskansu pa suta iagu[2].
- Aan!
Não gostou.
- Bo ka kiri izersisiu, mbes bo misti diskansu ke ka ta kaba[3]?
Calou-se e os outros não disseram nada.
Houve uma cena interessante, salvo seja, quando foi o tiro de G3.
Necessitavam de treino porque era gente sem regras, de difícil controlo
quando debaixo de fogo. Sucedeu que o Etudja, o ermonsinhu[4] do Moba,
quando disparava de rajada sobre um alvo, virou-se para
o lado a gritar sempre com o dedo no gatilho.
- Alfero, não pára!
Cagaço geral, lançaram-se todos para o chão, eu também. Foi o próprio irmão que lhe saltou para cima e lhe arrancou a G3. Se não fosse, ainda, o seu físico e a sua má cara, o ermonzinhu tinha levado uma carga de porrada de todos.
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