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13 de abril de 2011

107-Celebrações populares do 25 de Abril em LISBOA

CELEBRAÇÕES POPULARES DO 37º ANIVERSÁRIO DO 25 DE ABRIL 


COMISSÃO PROMOTORA: Associação 25 de Abril  Associação Intervenção Democrática (ID )  Associação Juízes pela Cidadania  Associação Não Apaguem a Memória (NAM) • Associação Os Pioneiros de Portugal  • Associação Portuguesa de Deficientes   • Associação Projecto Ruído • Bloco de Esquerda (BE) • Comissão Coordenadora das Comissões de Trabalhadores da Região de Lisboa (CIL) • Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses - Intersindical Nacional (CGTP-IN) • Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto (CPCCRD) • Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) • Ecolojovem "Os Verdes" • Frente Anti-racista (FAC) • Interjovem CGTP • Jovens do Bloco • Juventude Comunista Portuguesa (JCP) • Juventude Socialista (JS) • MayDay • Movimento Democrático de Mulheres (MDM) • Movimento de Renovação Comunista (MRC) • Movimento Unitário de Reformados, Pensionistas e Idosos (MURPI) • Partido Comunista Português (PCP) • Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV) • Partido Operário de Unidade Socialista (POUS) • Partido Socialista (PS) - União Geral de Trabalhadores (UGT) • UGT Jovem • União dos Resistente Antifascistas Portugueses (URAP) • Diversos Independentes

Apelo à participação


A liberdade e a democracia implantadas em Portugal depois da revolução dos cravos estão indissociavelmente ligadas ao dia 25 de Abril que, uma vez mais, este ano, todos os democratas estão empenhados em celebrar. Perante a situação do País, importa que o princípio do respeito pelos direitos consagrados na Constituição prevaleça e constitua matriz insuperável para a resolução dos problemas que afectam o mesmo. Os signatários deste apelo convocam todos os democratas a participarem no desfile/manifestação que decorrerá, a partir das 15 horas, no próximo dia 25 de Abril, na Avenida da Liberdade, entre as praças do Marquês de Pombal e do Rossio.

VIVA PORTUGAL! VIVA A LIBERDADE!
VIVA A DEMOCRACIA!
VIVA O 25 DE ABRIL


(assinam mais de 600 personalidades de esquerda)

106-Aspectos e tipos da Guiné - II

Estas saíram no Nº 49 do Volume XIII, em Janeiro de 1958
(legendas como vêm na revista)
Pescadora papel
Régulo Sane Sadé com a família
Grupo de saracolés com amostras de panos
Batendo o amendoim no bentém (meda suspensa)
Trecho do rio Cacheu
Mulher fula com filho

12 de abril de 2011

10 de abril de 2011

104-Papéis do baú da memória

Vi isto nuns papéis que encontrei:

Feitas as apresentações, a instrução começou pelas coisas mais simples, naturalmente, pela indicação de noções e regras de funcionamento. Toda a gente levou exemplares do RDM e do Manual do Oficial Miliciano. Eram os evangelhos, segundo foi explicado, o dever de obedecer e de fazer a guerra. Receberam manuais disto e daquilo, de armamento, de táctica militar, de uso do equipamento, sinais de combate, etc.

(a seguir há frases que não percebo, os papéis estão gastos e amarelados...)

O toque de corneta, a despertar, soou com tal brutalidade que mais parecia o chamamento para o juízo final. Mesmo já com esse som tornado habitual, todos se soergueram nas camas com o coração aos saltos. 
Se é assim que vai suceder aos mortos nesse dia definitivo, vai ser com certeza um dia terrível. Para os justos e predestinados ao gozo eterno é um castigo imerecido, não dá gozo nenhum, pelo contrário. Para os condenados ao inferno é demais antes do julgamento. Nem é justo antes de serem julgados. Não, com certeza que não será assim o despertar dos mortos no dia do juízo. Aliás, nem percebo. Para quê este dia se já há uns no céu e outros no inferno? Porquê esta encenação? Por certo só se explica por alguma manifestação de sadismo por parte da divindade. A não ser que algum bom comportamento dos já habitantes do inferno possa pesar nesse final juízo divino para a eternidade. Mas como sustentar, assim, que o  castigo é eterno logo após a morte? Mas, se for isso, porque não aproveitar e viver sempre e bem no pecado, redimindo-se depois com o bom comportamento no inferno? 
Deixa-te de tretas e levanta-te mas é.
Havia sempre o choque diário da corneta. Com o tempo, passou a ser de curta duração. O automatismo, a reacção padrão, fruto da repetição, instalara-se já como um comportamento feito de reflexos condicionados. O Aiveca foi dos primeiros a saltar da cama. O Pais, na cama ao lado, refilou como habitualmente: 
- "Cabrões de merda. Estava a dormir tão bem.  Acordaram-me mesmo na altura em que me ia pôr na miúda...". 
- "Este gajo só pensa na mulher. Não tens vergonha, pá?", disseram todos.
- "Vão-se foder. Vergonha é ser casado e não ter onde se ponha."
O Félix, que dormia perto, no vão duma janela, já arrumava metodicamente as coisas e fazia a cama. Era um tipo giro, dormia com uma espécie de pantufas de lã. 
- "Aqui ao pé da janela gelam-se-me os pés. Tive que mandar fazer isto. Não há quem mos aqueça".
Invariavelmente, vestiu o roupão, pegou na bolsa dos artigos de higiene, no rolo de papel higiénico e marchou calmamente.
- "Às cagadeiras, em frente marche. Desculpem se me descuidei. É que sofro dos intestinos."
Mas já todos à volta dele tinham debandado, tal era o pivete. Todos não. O Realinho deu meia volta na cama e virou-se de papo para o ar. Não havia nada que o demovesse. Nem o cabo corneteiro, o "juízo final", nem o Félix, "gás tóxico". 
Era assim todos os dias. Já todos estavam a escovar desalmadamente as botas, até fazer desaparecer a água que as ensopara na véspera, quando o Realinho, estremunhado, se sentava na cama e o Félix, todo lavado e bem cheiroso, aparecia calmamente do lado das cagadeiras.
- "É para compensar. Eu sei que me descuido muitas vezes, embora a mim não me cheire a nada."

(há mais umas coisas que não percebo)

Escadaria abaixo para chegar a tempo ao pequeno-almoço e à formatura da manhã. Quem chegar atrasado faz dez flexões!

103-Aspectos e tipos da Guiné-I

Todos os números do "Boletim Cultural da Guiné Portuguesa" tinham nas páginas finais várias fotografias em papel couché a que chamavam "Aspectos e tipos da Guiné Portuguesa". Tem interesse lembrá-las pelo seu aspecto histórico e étnico.
Estas saíram no Nº 51 do Volume XIII, em Julho de 1958
(legendas como vêm na revista)
Mandinga
Dança de "banda" dos nalús
Mancebo felupe
Tabanca balanta
Campo de algodão de Calicunda
Tocadores pajadincas de tambor

9 de abril de 2011

102-O "herói"...

- “Raio da carne. Mais parece que estou a comer os cornos da vaca”. Era o que me parecia porque era mesmo dura como cornos.
- “Não se queixe, ó Aiveca”, virou-se-me o capitão,.a mastigar, “se não fosse esta vaquita, estávamos agora agarrados à bianda[1] ou àquela dobrada saltitante.”
- “Ainda bem que os gajos trazem umas vacas por aqueles carreiros que armadilhámos. Não ganhávamos nada se fossem só os gajos sem as vacas”. Uma piada à Rodolfo.
Tinha razão. As armadilhas que púnhamos em alguns carreiros da mata, que sabíamos ser utilizados pelos carregadores do PAIGC, a maior parte das vezes rebentavam com as patas das vacas que eles colocavam à frente como arrebenta minas. Quando ouvíamos um estoiro, calculávamos em que carreiro seria, corríamos para lá e encontrávamos normalmente uma vaca sem pata e agonizante. Havia rancho melhorado no dia seguinte.
Era o caso deste nosso almoço. Estávamos no refeitório oficiais, sargentos e praças. Era sempre assim, comíamos em conjunto. Só não estava lá o Salvado, porque tinha saído de manhãzinha para uma emboscada em Ponta Nova.
- “Como  bo  otcha baka?[2]”, perguntei para as mesas dos soldados.
- “É baka-brutu”[3], soltou o Incanha.
Gerou-se uma confusão. Na mesa ao lado da dele o Akadite protestava..
- “Mas o que é que aconteceu?”, admirou-se o capitão.
- “Estou a ver que o Incanha fez asneira”,  levantei-me e fui até às mesas deles.
- “O que é que há?”
 O Ocha estava calmo e foi ele que me respondeu.
 - “Alfero, Baka-brutu é uma dança[4] que os bijagós mais novos fazem com uma máscara de vaca selvagem, O Akadite é bijagó e não gostou, porque para eles é sinal de coragem. Não tem nada a ver com esta carne dura…”.
- “Ah, é isso…”. Não deu para continuar, porque chegou o Salvado e o seu pelotão. Todos se viraram para os recém-chegados.
Sentaram-se nas mesas. O Salvado foi para a nossa.
- “Então como é que correu isso?”, perguntou-lhe o capitão.
- “Muito bem. Manga de Ronco!”, todo ele se ria
- “Conte lá, homem”.
O Salvado estava radiante.
- “Matámos dez gajos”.
- “O quê!?”, abrimos todos a boca de espanto.
- “Estávamos emboscados ao pé das palmeiras da bolanha da Ponta Nova, perto do sítio referenciado como ponto de passagem. Vimo-los sair da mata, deixámo-los entrar na bolanha, e a seguir foi só disparar”. Estava sorridente.
- “E trouxeram o armamento deles, claro”, preocupou-se o capitão.
- “Trouxemos três catanas[5]”.
- “Só!?”.
E eu e o Rodolfo também nos admirámos.
- “Não nos digas que os gajos vinham desarmados…”
- “É. Os gajos não tinham armas.”
- “Então, porque é que tiveste de matá-los, pá?”, perguntei-lhe com voz séria.
Ficou um bocado embaraçado e desculpou-se.
- “Houve um que começou a disparar, os outros juntaram-se-lhe, sabes como é, e só pararam quando eles já estavam todos esticados na bolanha”.
- “porque é que não os impediste?”
- “Não penses que isso é fácil”.
- “Não é fácil uma merda. Quando se quer é fácil. Outro dia em Sano foi fácil pirares-te e deixar-me sozinho no meio do tiroteio. Porque quiseste, achaste que era o melhor para ti, tiveste cagaço. E agora não, o que quiseste foi armar-te em herói contra gajos desarmados.”
Tinha levantado a voz. Já havia silêncio nas outras mesas, estavam de ouvido à escuta, e o capitão interrompeu-me.
- “Calma aí, pá. Disse-me que eram dez, mas eram só homens?”
- “Não. Eram sete homens e três mulheres”.
Estava a beber e pousei com ruído o copo na mesa.
- “Foda-se! Ainda por cima matas mulheres. Herói, sim senhor”.
- “Acabou, Aiveca”. O capitão Alves olhou-me severamente. “E os corpos deles?”
- “Mandámo-los para aquele riacho que vai desaguar no Cacheu”:
Abanei a cabeça em desacordo, mas já não disse nada.
- “A que horas é que foi isso? Não traziam nada? Tenho de mandar um relin[6] para o COP3.[7]
- “Eram oito e meia. Só traziam um garrafão com água.”
- “Era população civil que se deslocava, certamente”.
- “Claro”, disse eu.
O Rodolfo, que tinha estado sério e calado, abriu a boca.
- “Mas, ó meu capitão, se o Spínola sabe que o Salvado matou dez civis é capaz de lhe dar uma porrada.”
- “Porquê?”, perguntei-lhe com um encolher de ombros de incredulidade.
- “É pá, ele acha que a tropa deve proteger a população civil, deve apoiá-la, e não foi o caso, pelo contrário”.
Ri-me.
- “Isso é treta, é psico. Se fosse com o pessoal aqui da tabanca… Agora com o pessoal do mato, se o Salvado dissesse que foi atacado com uma catana ainda lhe dava uma cruz de guerra. Fizeste mal em não dizer, esqueceste-te, assim é que serias mesmo um grande herói, medalhado, até podias ir ao Terreiro do Paço….”
- “Chega!”, cortou o capitão Alves. “Já comeram todos?... Vamos embora”.
Saímos. O capitão foi para a secretaria, o Salvado olhou para mim de trombas e foi em direcção ao quarto dos alferes. Eu e o Rodolfo assentámo-nos ao pé do poilão[8] da secretaria a fumar um cigarro. Ouvia-se o katchu-kaleron[9] a voejar por entre os ramos.
- “Tu não gramas mesmo o Salvado”.
- “E achas que não tenho razão, Rodolfo? Aquele filho da puta deixou-me outro dia sozinho em Sano. Se os gajos tivessem lá um bigrupo, como o major do COP3 pensava, eu estava bem fodido. E agora isto… tão cobarde foi em Sano como agora na Ponta Nova…”
- “Mas ele, no fundo, não é mau gajo. Até foi seminarista.”
Soltei uma gargalhada e curvei-me para baixo a rir. O Rolando olhou-me interrogativamente.
- “Não gostas de seminaristas, é?.”, acabou  por dizer.
- “Não é nada disso, não. O que sucede é que eu também fui seminarista, pá.”
Olhou-me espantado.
- “Nunca pensei. Não tens ar disso”.
- “E qual é o ar de um ex-seminarista? O Salvado tem ar de não ser mau gajo e eu tenho? Por isso não me topaste, é isso?. Fica a saber que os ex-seminaristas são como os outros. Uns são filhos da puta e outros não.”
- “Oh, vai à merda. Sabes o que eu quero dizer. Normalmente os ex-seminaristas têm um ar encolhido, pouco aberto. Será, não sei, porque não perderam o ar do seminário, a forma como foram educados. O Salvado tem e tu não tens.”
- “E achas que o ar encolhido e pouco aberto é que o caracteriza como bom gajo? Não te fies muito nos que são assim, podes ter más surpresas às vezes.”
Tinha acabado de fumar o cigarro.
- “Olha vou ali à caserna para ver como estão os do meu pelotão”. E afastei-me do poilão.

[1] Prato guineense de arroz com molho; o arroz cozinhado no geral como arroz branco; comida  (crioulo)
[2] O que acham da vaca’? (crioulo)
[3] Vaca selvagem (crioulo)
[4] Baili di baka-brutu.
[5] Terçado, espécie de espada de folha curta e larga, usada para cortar ramos, mas também como arma.
[6] Relatório militar, “relatório de incidente”
[7] Comando Operacional nº 3, situado em Bigene.
[8] Árvore de grande porte da Guiné.
[9] Espécie de pardal de cor amarela

8 de abril de 2011

101-O cerco de Guidage

O cerco de Guidaje 

No início de Maio de 1973, a guarnição militar de Guidaje era constituída por uma companhia de caçadores do recrutamento local, a Companhia de Caçadores 19 e pelo Pelotão de Artilharia 24, equipado com obuses de 10,5 cm. 

Guidaje estava sob o comando operacional do COP3, que tinha sede em Bigene. Com o agravamento da situação, o comandante, tenente-coronel Correia de Campos, deslocou-se para Guidaje em 10 de Maio, com o seu posto de comando avançado, onde se manteve até 12 de Junho. 

O PAIGC dispunha, concentradas, as seguintes forças na região de Cumbamori: 

- Corpo de Exército (CE) 199/B/70, com quatro bigrupos de infantaria e uma bateria de artilharia; 

- Corpo de Exército (CE) 199/C/70, com cinco bigrupos de infantaria e uma bateria de artilharia; 

- Grupo de Foguetes da Frente Norte, com quatro rampas; 

- Três bigrupos de infantaria, um grupo de reconhecimento e uma bateria de artilharia do CE 199/A/70, deslocadas de Sare Lali (Zona Leste). 

Gravura inserta no livro "Guiné - 1968 e 1973 - Soldados uma vez, soldados para sempre", de Nuno Mira Vaz
 Foram ainda referenciados em Cumbamori um pelotão de morteiros de 120 mm, um grupo especial de sapadores e diversos elementos recém-chegados do estrangeiro. 
Do lado do PAIGC estimavam-se em cerca de seiscentos e cinquenta a setecentos os efectivos que empenhou nesta operação, comandados por Francisco Mendes (Chico Te) e pelo comissário político Manuel dos Santos, que era o responsável pelos mísseis em todo o território. 
O primeiro objectivo do PAIGC foi isolar Guidaje, cuja localização era excelente, situada em cima da fronteira, o que diminuía a frente de um possível contra-ataque ou de um reforço. Dada a inibição das forças portuguesas em manobrar pelo território do Senegal, elas só poderiam vir de sul, ou seja de Binta e de Cufeu. Nesta zona, sensivelmente a meio caminho entre as duas localidades, o PAIGC havia instalado forças significativas e lançado vasto campo de minas. O ataque a Guidaje por norte garantia contínuo fluxo de reabastecimento de munições e efectivos, dado que podiam efectuar-se por viatura a partir de Zinguichor, Cumbamori, Yeran ou Kolda, o que permitia manter o cerco durante largo período de tempo. 
Para cercar Guidaje, o PAIGC começou por cortar o itinerário de Binta e instalar sistemas antiaéreos com mísseis Strella. 
O isolamento aéreo de Guidaje iniciou-se com o abate de um avião T-6 e de dois DO-27 e o terrestre acentuou-se em 8 de Maio, quando uma coluna que partira de Farim, escoltada por forças do Batalhão de Caçadores 4512, accionou uma mina anti-carro e foi emboscada, sofrendo doze feridos. Em 9 de Maio, a mesma força foi de novo emboscada, mantendo-se o contacto durante quatro horas. 
A coluna portuguesa sofreu mais quatro mortos, oito feridos graves, dez feridos ligeiros e quatro viaturas destruídas, deslocando-se então para Binta, em vez de subir para Guidaje. 
Em 10 de Maio, no deslocamento de Binta para Guidaje, o conjunto de unidades envolvidas, sob o comando do comandante do batalhão de Farim, sofreu mais um morto e dois feridos e encontrou a picada cortada por abatises. Entretanto, as forças da CCaç 19, saídas de Guidaje para proteger o itinerário na sua zona de acção, tiveram cinco contactos, sofrendo oito mortos e nove feridos. 
No relatório desta acção, o seu comandante descreve assim a violência do contacto de fogo: « (...) em relação às NT, o IN estava de frente, dos dois lados da picada, e foi impossível fazer uma reacção conveniente pelo fogo. A primeira sessão pelo fogo causou-nos imediatamente três mortos ( ... ) o IN voltou à carga com maior ímpeto, mas as NT já estavam preparadas para o receber e aqui teve as primeiras baixas. Estando um cabo gravemente ferido com um estilhaço no pescoço, o soldado auxiliar de enfermeiro correu para junto dele a fim de o socorrer. Estando ajoelhado a seu lado foi atingido por uma rajada que lhe provocou a morte. 

Gravura inserta no livro "Guiné - 1968 e 1973 - Soldados uma vez, soldados para sempre", de Nuno Mira Vaz

Gravura inserta no livro "Guiné - 1968 e 1973 - Soldados uma vez, soldados para sempre", de Nuno Mira Vaz
Começavam a escassear as munições e foi dada ordem para fazer fogo de precisão, tanto quanto possível. Quando o fogo parou por escassos segundos um dos furriéis tentou chegar junto dos mortos para recuperar os corpos. Quando se levantava para realizar esta acção, pela terceira vez o IN atacou as nossas posições. Notando a impossibilidade de recuperar os corpos dos mortos e porque a falta de munições era quase total, o comandante viu-se coagido a ordenar a retirada... ». 
Em 12 de Maio, chegou a Guidaje uma coluna de reabastecimentos constituída pelos destacamentos de fuzileiros especiais 3 e 4. Em 15, no regresso a Farim, accionaram duas minas e sofreram dois feridos graves e numa emboscada entre Guidaje e Binta, cinco feridos. 
Uma coluna que entretanto saiu de Binta alcançou Guidaje no mesmo dia. Contudo, em 19, no regresso, accionou várias minas e sofreu emboscada violenta. Teve um morto e sete feridos, esgotou as munições e regressou a Guidaje. 
Em 23 de Maio, saiu uma coluna de Binta para Guidaje protegida por uma companhia de pára-quedistas. A coluna regressou ao ponto de partida, porque a picada estava minada em profundidade, e a companhia de pára-quedistas, apesar de ter sofrido violenta emboscada feita por um grupo de cerca de setenta elementos, que lhe causou quatro mortos, chegou a Guidaje. 
Em 29 de Maio, foi organizada uma grande operação para reabastecer Guidaje. Constituíram-se quatro agrupamentos com efectivos de companhia em Binta e dois agrupamentos em Guidaje, estes para apoiar a progressão na parte final do itinerário. A coluna alcançou Guidaje nesse dia, tendo sofrido dois mortos e vários feridos. 
Em 30 de Maio, em virtude da informação de agravamento da situação no Sul (Guileje), estas forças regressam às suas bases para serem de novo empregues. 
Em 12 de Junho, considerou-se terminada a operação de cerco a Guidaje. Uma coluna partiu desta guarnição para Binta, trazendo o tenente-coronel Correia de Campos, que comandara o COP3 durante este difícil período.
Baixas das colunas de e para Guidaje, entre 8 de Maio e 8 de Junho de 1973: 
Mortos 22 
Feridos 70 
Viaturas destruídas 6 
Em suma, o primeiro objectivo do PAIGC foi isolar Guidaje, o segundo foi flagelar a posição e destruir o espírito de resistência das forças portuguesas e o último seria conquistar a povoação. Guidaje sofreu, entre o dia 8 e o dia 29 de Junho, 43 flagelações com artilharia, foguetões e morteiros. Logo no dia 8, esteve debaixo de fogo por cinco vezes, num total de duas horas, em 9, sofreu quatro ataques, em 10, três e até ao final todos os dias foi atacada. No total dos 43 ataques, a guarnição de Guidaje sofreu sete mortos, trinta feridos militares e quinze entre a população civil. Foram causados estragos em todos os edifícios do quartel.

Operação Ametista Real - a resposta 

O nítido agravamento da situação em Guidaje, que era particularmente nítido a partir de 8 de Maio, as notícias de grandes movimentações de tropas do PAIGC junto à fronteira com o Senegal, a dificuldade de reforçar e apoiar por terra aquela guarnição, dada a resistência encontrada pelas colunas que ali se dirigiam, e a existência de vários feridos que não podiam ser evacuados para os hospitais pelas limitações de emprego de meios aéreos, levaram o comandante-chefe a lançar uma operação de grande envergadura para envolver as forças do PAIGC que atacavam Guidaje e aliviar a pressão sobre aquela guarnição militar que permitisse reabastecê-Ia, retirar os feridos e substituir pessoal. 

Gravura inserta no livro
 "Guiné - 1968 e 1973 - 
Soldados uma vez, soldados para sempre", 
de Nuno Mira Vaz
Esta tarefa foi atribuída ao Batalhão de Comandos da Guiné, que recebeu a missão de «aniquilar ou, no mínimo, desarticular a organização do lN na região de Guidaje-Bigene». 

As forças executantes, num total de cerca de quatrocentos e cinquenta homens, foram assim organizadas: 

Comandante da operação - major Almeida Bruno. 

Agrupamento Romeu 

- 1.ª Companhia de Comandos - capitão António Ramos. 

Agrupamento Bombox 
Agrupamento Centauro 
- 3.ª Companhia de Comandos - capitão Raul Folques. 
As forças do Batalhão de Comandos saíram em 18 de Maio de Bissau numa LDG, apoiadas por duas LFG, e desembarcaram em Ganturé nessa tarde. Depois de um briefingem Bigene, saíram pelas 23 e 50h para Norte, pela seguinte ordem:
- Agrupamentos Bombox, Centauro e Romeu. 

Gravura inserta no livro "Guiné - 1968 e 1973 - Soldados uma vez, soldados para sempre", de Nuno Mira Vaz
 Pelas 5 e 30h, de 19 de Maio, a testa da coluna alcançou o itinerário que apoiava a base de Cumbamori, objectivo principal da operação. O Agrupamento Bombox passou para norte da estrada, o Agrupamento Centauro ocupou posições a sul e o Agrupamento Romeu instalou-se à retaguarda, numa pequena povoação. 
Ás 8 e 20h iniciou-se o ataque aéreo com aviões Fiat G-91, que destruíram os paióis da base, tendo as munições explodido durante algum tempo. 
Às 9 e 05h o Agrupamento Bombox executou o assalto inicial, provocando o primeiro contacto com as forças do PAIGC. Estes combates desenrolaram-se até às 14 e 10h, quando o comandante da operação deu ordem para o Agrupamento Centauro apoiar uma ruptura de contacto entre as suas forças e as do PAIGC. Foi uma operação de grande dificuldade, porque os combatentes de um e outro lado se encontravam muito próximos. O comandante do Agrupamento Centauro foi ferido, mas conseguiu realizar essa separação. 
Às 14 e 30h, o Batalhão de Comandos iniciou o movimento para a base de recolha e às 18 e 20h, os seus primeiros elementos chegaram a Guidaje. Em 20 de Maio, o mesmo batalhão saiu de Guidaje para Sinta, a pé, deixando ali os seus feridos e os militares que não se encontravam em condições de prosseguir a marcha. Em Sinta, embarcou numa LDG de regresso a Bissau. 
Nesta operação, o Batalhão de Comandos sofreu dez mortos, vinte e dois feridos graves e três desaparecidos, estimando ter causado sessenta e sete mortos, entre os quais, segundo informação mais tarde obtida no Senegal, uma médica e um cirurgião cubanos e quatro elementos mauritanos. 
Durante a acção, as forças do Batalhão de Comandos consumiram as seguintes munições: 
7,62mm(G-3)    26 700 
7,62mm(Kalash)    4 600 
Granadas de lança-granadas-foguete de 6 e 8,9 mm 292 
GranadasRPG-2eRPG- 71 
Granadas morteiros 195 
Granadas mão ofensivas e defensivas 268
A situação melhorou durante algum tempo, até porque o esforço do PAIGC se passou a concentrar na frente sul, sobre Guileje e Gadamael. 
Nestes 20 dias do mês de Maio e nesta região em torno de Guidaje, as forças portuguesas sofreram trinta e nove mortos e cento e vinte e dois feridos.

(Andelmo Aníbal e Carlos Matos Gomes, in http://guerracolonial.org, site da A25A/RTP)

- 2.ª Companhia de Comandos - capitão Matos Gomes. 

Em termos de efectivos, a guarnição portuguesa teria cerca de duzentos homens, na maioria do recrutamento da província, com as suas famílias, existindo em redor do quartel uma pequena aldeia com cada vez menos habitantes. 

5 de abril de 2011

100-O corredor da morte Guileje-Gadamael



in "Os Anos da Guerra Colonial", suplemento As Grandes Operações da Guerra Colonial XV, de Aniceto Afonso e Carlos de Matos Gomes


Guileje - a outra ponta da tenaz 


O ataque a Guileje, no Sul da Guiné, de que iria resultar a retirada das forças portuguesas, iniciou-se em 18 de Maio de 1973, coordenado com o de Guidaje, Comandado pelo próprio Nino Vieira, comandante militar do sul, foi-lhe dado o nome de código de Operação Amílcar Cabral e executada com intenção de o PAIGC apresentar os seus resultados à OUA, cujo 10.º aniversário se comemorava em 25 de Maio. 

Para o início da operação, o PAIGC concentrou em redor de Guileje, a bateria de artilharia de Kandiafara, com morteiros de 82 e 120 mm, canhões sem recuo, canhões de 85 mm e de 130 mm, um grupo de reconhecimento e observação e cinco bigrupos de infantaria do sector de fronteira. Deslocou ainda o 3.º Corpo de Exército do Unal para a mata do Mejo e transferiu três bigrupos da região do Boé e dois bigrupos do 2.º Corpo de Exército, no Tombali, para reforço do sector de fronteira. 

No total, o PAIGC concentrou na zona de Guileje, um corpo de exército (3.ºCE), no Mejo, dez bigrupos em reforço ao sector de fronteira e uma bateria de artilharia, com um grupo de reconhecimento. Ao todo, considerando a base numérica de cada unidade do PAIGC utilizada pelos serviços militares portugueses, seriam cerca de seiscentos e cinquenta homens, efectivo idêntico ao que foi concentrado em Cumbamori para o ataque a Guidaje. 

As forças portuguesas da guarnição de Guileje (COP 5), comandadas pelo major Coutinho de Lima, eram constituídas por:

Companhia de Cavalaria 8350 

Pelotão de Artilharia 

Secção de auto-metralhadoras Fox 

Um pelotão de milícias.

Em 18 de Maio de 1973, o PAIGC realizou uma emboscada, às sete da manhã, a cerca de dois quilómetros de Guileje, às forças que iam abastecer-se de água ao poço situado no exterior, da qual resultaram um morto e sete feridos do pelotão de milícias e ainda o ferimento grave de um soldado metropolitano, que veio a morrer quatro horas depois, por falta de evacuação aérea, facto que afectou o moral das tropas e contribuiu para o agravamento da situação no interior de Guileje. 

Nessa noite, de 18 para 19, o quartel foi atacado e o comandante do COP5 pediu para se deslocar a Bissau, a fim de expor a situação, o que não lhe foi autorizado. 

Em 20, a partir de Cacine, o mesmo oficial pediu de novo autorização para ir a Bissau, onde se deslocou e expôs a situação ao comandante-chefe, regressando a Cacine. 

Em 21, o PAIGC realizou outra emboscada, com utilização de RPG-7 junto à bolanha onde militares recolhiam água. Ainda neste dia, Guileje sofreu três flagelações com um total de 45 granadas, uma às 7, outra às 9 e outra às 13 horas. Às 14 e 15h, o posto de rádio emitiu a sua última mensagem: «Estamos cercados... », que foi captada em Gadamael. 

O comandante do COP5 regressou a Guileje ao fim da tarde, vindo a pé de Gadamel com dois grupos de combate, um da CCaç 4743, da guarnição de Gadamael, e outro da CCaç 3520, da guarnição de Cacine. Às 18 e 30h, o comandante do COP5 decidiu evacuar as tropas e os civis de Guileje. 

Em 22, pelas 5 e 30h da manhã, iniciou-se a saída do quartel, com a destruição do material abandonado. Por falta de comunicações, esta acção apenas foi conhecida quando a coluna chegou a Gadamael, pelas 10 e 30h do mesmo dia. 

Entre 18 e 22 de Maio, Guileje sofreu 36 flagelações, que causaram grandes danos, embora não tenham provocado baixas dado o sistema de abrigos que ao longo dos anos ali havia sido construído.





in "Os Anos da Guerra Colonial", suplemento As Grandes Operações da Guerra Colonial XV, de Aniceto Afonso e Carlos de Matos Gomes


Gadamael - o verdadeiro inferno!


in "Os Anos da Guerra Colonial", suplemento As Grandes Operações da Guerra Colonial XV, de Aniceto Afonso e Carlos de Matos Gomes

Em Maio de 1973, a guarnição de Gadamael, constituída pela Companhia de Caçadores 4743, que dependia operacionalmente do COP 5, com sede em Guileje, constituía a retaguarda deste posto e era o seu único ponto de apoio para o reabastecimento depois de a acção do PAIGC ter tornado intransitáveis as ligações por terra para Bedanda e Aldeia Formosa. 

O interesse militar de Gadamael resumia-se a servir de ponto de reabastecimento a Guileje, pois situava-se no último braço de mar do rio Cacine que permitia a navegação a embarcações de transporte. 

O interesse militar de Guileje tornara-se, por sua vez, muito discutível, pois a guarnição fora ali instalada ainda no tempo do dispositivo territorial montado pelo general Schulz, para anular as infiltrações de guerrilheiros vindos da grande base de Kandiafara, na Guiné-Conacri, pelo célebre «Corredor de Guileje». Mas os guerrilheiros tinham conseguido ultrapassar esse obstáculo, fixando-se em toda a zona da península do Cantanhez, o que reduziu Guileje a um ponto forte onde as forças portuguesas resistiam e marcavam presença territorial. Em 1973, não servia já como base de apoio a operações lançadas na margem sul do rio Cacine, limitando-se a assegurar a presença das tropas portuguesas entre este rio e a fronteira com a Guiné-Conacri, em conjunto com as guarnições de Cacine e Gadamael. Mantinha-se naquele local aguardando situação mais favorável que permitisse a sua transferência, sem ser como resultado directo da pressão do adversário, dispondo, como ponto forte, de instalações defensivas, que lhe permitiram resistir sem baixas significativas a fortes ataques de artilharia. 

Tinha contudo, a grave limitação do abastecimento de água, que era transportada em depósitos a partir de uma fonte situada no exterior do quartel, e este movimento diário constituía a grande vulnerabilidade das tropas ali entrincheiradas. 

Após a retirada de Guileje, a guarnição de Gadamael ficou constituída por duas companhias (a CCav 8350, vinda de Guileje, e a CCaç 4743, que ali se encontrava do antecedente), um pelotão de canhões S/R, com cinco armas, e um pelotão de artilharia de 14 cm, com três bocas de fogo. Este conjunto de forças passou a constituir o COP5, tendo sido nomeado para o seu comando o capitão Ferreira da Silva, em substituição do major Coutinho de Lima.


Ao contrário de Guileje, Gadamael dispunha de más condições de defesa, por se situar em zona pantanosa onde era difícil construir abrigos. Se as condições já eram más para os militares da guarnição, a situação piorou significativamente com a chegada da coluna vinda de Guileje, que não dispunha de abrigos, nem de condições de alojamento para ali permanecer. Pior ainda, a duplicação de efectivos aumentou a concentração de pessoal dentro do espaço exíguo do quartel e tornou-o alvo altamente remunerador para ataques de artilharia do PAIGC. 

De facto, as forças do PAIGC, moralizadas pela vitória obtida em Guileje, transferiram para Gadamael os seus esforços e entre as 14 horas, de 31 de Maio e as 18 horas, de 2 de Junho bombardearam o quartel com setecentas granadas, uma média de treze por hora, provocando cinco mortos e catorze feridos, além de avultados prejuízos materiais. 

A violência destes bombardeamentos fez com que a guarnição de Cacine, a cerca de dez quilómetros para jusante do rio, difundisse uma mensagem a comunicar que Gadamael fora destruída, no entanto, a posição manteve-se, embora com o aquartelamento parcialmente destruído e a defesa imediata com brechas. 

Em 1 de Junho foram lá colocados os capitães Monge e Caetano, para enquadrar os militares ali reunidos. 

Em 2 de Junho foram recolhidos pela lancha Orion cerca de trezentos militares que se haviam refugiado nas bolanhas em redor de Gadamael, para escapar aos ataques. 

Ainda neste dia desembarcou uma companhia de pára-quedistas e um pelotão de artilharia, passando o comando do COP5 para o comandante dos pára-quedistas.

Desembarque de forças do BCP 12 em Gadamael
Gravura inserta no livro "Guiné - 1968 e 1973 - Soldados uma vez, soldados para sempre", de Nuno Mira Vaz

O BCP12 instala-se em Gadamael à espera do inimigo
Gravura inserta no livro "Guiné - 1968 e 1973 - Soldados uma vez, soldados para sempre", de Nuno Mira Vaz
 Entre 3 e 4 de Junho caíram em Gadamael duzentas granadas, que provocaram mais dois mortos e quatro feridos. Em 4 de Junho, o PAIGC realizou uma emboscada a menos de um quilómetro do aquartelamento, causando quatro mortos e quatro feridos e capturando três espingardas G-3 e um emissor de rádio. O comandante do COP5 pediu autorização para retirar de Gadamael, o que não lhe foi concedido, recebendo ordem para defender a posição a todo o custo. 

Em 5 de Junho, uma lancha da Marinha, botes dos fuzileiros e embarcações sintex do Exército evacuaram de Gadamael os mortos e os feridos, além de militares que não se encontravam em condições de combater, passando o COP5 a ser comandado pelo tenente-coronel Araújo e Sá. No mesmo dia ocorreu novo ataque com setenta granadas, que provocaram cinco feridos graves e cinco ligeiros. 

As forças portuguesas sofreram nesta acção vinte e quatro mortos e cento e quarenta e sete feridos. 
O PAIGC conseguira ocupar uma posição militar portuguesa e apresentar esse feito na conferência da OUA, lograra esgotar as reservas de forças de intervenção portuguesas (o Batalhão de Comandos mantinha-se inoperacional depois das baixas sofridas no ataque a Cumbamori de 19 de Maio) e limitara seriamente a acção aérea. Estavam, pois, reunidas as condições para se realizar uma grande acção política no interior do território, o que aconteceu em Madina do Boé, em Setembro, com a declaração unilateral da independência, na presença de numerosos convidados estrangeiros.
(Andelmo Aníbal e Carlos Matos Gomes, in http://guerracolonial.org, site da A25A/RTP)


in "Os Anos da Guerra Colonial", suplemento As Grandes Operações da Guerra Colonial XV, de Aniceto Afonso e Carlos de Matos Gomes



A partir de 12 de Junho, foi colocada uma terceira companhia de pára-quedistas na região, ficando todo o Batalhão de Pára-Quedistas 12, empenhado no Sul, para «segurar» Gadamael.