Começou no dia 15 de Janeiro de 1964 e visava desalojar a guerrilha das ilhas de Como, Caiar e Catungo. Na véspera, a artilharia portuguesa instalada em Catió flagelou longamente o norte dessas ilhas. Para enganar, porque a entrada das forças portuguesas começou pelo sul.
INTERVENIENTES (1.100 homens no total):
- Comandante - tenente-coronel Fernando Cavaleiro.
- Agrupamento A, comandado pelo major António Romeiras, constituído por: Companhia de Cavalaria 487, do capitão Rui Soeiro Cidrais; Destacamento de Fuzileiros Especiais 7, do primeiro-tenente João Ribeiro Pacheco; Pelotão de sapadores.
- Agrupamento B, comandado pelo capitão Ferreira, constituído por: Companhia de Cavalaria 488, do capitão Manuel Arrabaça; Destacamento de Fuzileiros Especiais 8, do primeiro-tenente Alpoim Calvão; Pelotão de sapadores.
- Agrupamento C, comandado pelo capitão Cabral: Companhia de Cavalaria 489, do capitão Pato Anselmo; Pelotão de sapadores.
- Agrupamento D: Destacamento de Fuzileiros Especiais 2, do primeiro-tenente Faria de Carvalho.
- Agrupamento E: Companhia de Caçadores 557, do capitão Aires.
- Outras forças: um pelotão de pára-quedistas (o Pelotão 111 foi rendido a meio da operação pelo Pelotão 222 que, mais tarde, foi rendido pelo primeiro); Pelotão de morteiros do Batalhão de Caçadores 600; Grupo de 20 comandos; 73 carregadores indígenas; 10 guias de etnia fula.
- Comandante - tenente-coronel Fernando Cavaleiro.
- Agrupamento A, comandado pelo major António Romeiras, constituído por: Companhia de Cavalaria 487, do capitão Rui Soeiro Cidrais; Destacamento de Fuzileiros Especiais 7, do primeiro-tenente João Ribeiro Pacheco; Pelotão de sapadores.
- Agrupamento B, comandado pelo capitão Ferreira, constituído por: Companhia de Cavalaria 488, do capitão Manuel Arrabaça; Destacamento de Fuzileiros Especiais 8, do primeiro-tenente Alpoim Calvão; Pelotão de sapadores.
- Agrupamento C, comandado pelo capitão Cabral: Companhia de Cavalaria 489, do capitão Pato Anselmo; Pelotão de sapadores.
- Agrupamento D: Destacamento de Fuzileiros Especiais 2, do primeiro-tenente Faria de Carvalho.
- Agrupamento E: Companhia de Caçadores 557, do capitão Aires.
- Outras forças: um pelotão de pára-quedistas (o Pelotão 111 foi rendido a meio da operação pelo Pelotão 222 que, mais tarde, foi rendido pelo primeiro); Pelotão de morteiros do Batalhão de Caçadores 600; Grupo de 20 comandos; 73 carregadores indígenas; 10 guias de etnia fula.
![]() |
| Desembarque da Companhia de Caçadores 557 em Caiar |
![]() |
| Lancha de desembarque, na manhã de 15 de Janeiro de 1964, ao largo do Como |
Desembarques, acessos difíceis, violentos combates
- dia 15 de Janeiro, às 8h30 - desembarcam o DFE7 para Caiar e o DFE8 para Como, a fim de estabelecerem testas de ponte para o desembarque, quarenta e cinco minutos depois, das companhias da cavalaria;
- dia 15 de Janeiro, às 9h15 - desembarca a CCAV487 na ilha de Caiar e marcha para a tabanca de Caiar; marcha lenta, longa e custosa: ficam sem água e são flagelados por fogo inimigo; chegam à tabanca de Caiar cerca das 15h30 do dia seguinte, mas esta estava abandonada já, sem população;
- dia 15 de Janeiro, às 9h15 - desembarca a CCAV488 na ilha do Como e marcham para Cauane, one chegam cerca das 15h00 desse dia; primeiros combates violentos, meteu Força Aérea; os fuzileiros conseguem afugentar a guerrilha e a companhia instala-se no ilhéu de Caiame para proteger o desembarque da CCAV489 na ilha de Catungo, no dia seguinte;
![]() |
| T6 |
- dia 16 de Janeiro, às 09h00 - desembarca a CCAV489 na ilha de Catungo e toma Catungo Papel e Catungo Balanta sem resistência; desembarca também o DFE7 na costa leste de Catungo, perto do rio Cumbijã, e ocupa a tabanca de Cametonco também sem resistência;
- dia 18 de Janeiro - desembarca o grupo de comandos do alferes Saraiva e vão para Cauane para se juntarem aos fuzileiros, no meio de intenso fogachal;
- dia 20 de Janeiro - o DFE8 de Alpoim Calvão avança para a mata entre Cauane e S. Nicolau, aí enfrentando durante duas horas um grupo de 100 guerrilheiros dentro da mata; os comandos juntam-se-lhes, o comando Mário Dias é morto com um tiro na cabeça; a guerrilha resiste; 20 comandos e 80 fuzos são obrigados a retirar;
- 21 de Janeiro - o grupo de comandos e uma secção de fuzileiros, com apoio aéreo, tentam calar as metralhadoras do inimigo; sem êxito e um T6 é abatido, tendo morrido o piloto, alferes João Manuel Pité;
- 26 de Janeiro - ao fim de uma semana de assanhados combates, os comandos conseguem entrar na mata junto a Cauane.
![]() |
| DFE7, na zona de Cachil, onde travou violento combate |
![]() |
| DFE7, em Caiar, na manhã de 15 de Janeiro de 1964 |
Assalto final
«É nesta última fase que se travam os combates mais intensos. Os guerrilheiros, ainda em grande número, estavam bem armados e instruídos. Instalados na mata densa ao redor de Cassacá, que lhes conferia grande protecção, vigiavam as entradas - e, dotados de incrível agilidade, faziam deslocar rapidamente as forças necessárias para reforçar uma das suas posições debaixo da metralha.
A guerrilha, sob o comando de Nino Vieira, demonstra nestes combates grande mobilidade e considerável poder de fogo e de manobra - de tal maneira que até as nossas tropas de elite, fuzileiros especiais, pára-quedistas, comandos, sentem grandes dificuldades. As unidades de combate portuguesas quase são surpreendidas pela táctica dos guerrilheiros. O tenente-coronel Cavaleiro dá conta da eficácia da guerrilha em relatórios para quartel-general em Bissau: "As forças inimigas tentam sempre o cerco de núcleos pequenos das nossas forças e combinam acções de movimento com tiro flanqueante ou frontal de metralhadoras pesadas e ligeiras".
Os fuzileiros especiais do Destacamento 7, comandados pelo primeiro-tenente Ribeiro Pacheco, flagelam os guerrilheiros pelo lado Norte - enquanto o Destacamento de Fuzileiros Especiais 8, de AIpoim Calvão, os pára-quedistas e o grupo de comandos os mantém debaixo de fogo a Sul e a Este. O mais intenso dos combates em Cassacá decorreu entre as seis da manhã e as quatro da tarde. Os pára-quedistas sofrem um morto.
Os combatentes conseguem internar-se progressivamente na mata através de vários flancos. Os guerrilheiros estão cercados, mas ainda resistem. A artilharia e a Força Aérea bombardeiam, dia e noite, pontos suspeitos da mata - o que provoca grande insegurança à guerrilha
São destruídos dois grandes acampamentos das forças do PAIGC, dezenas de casas de mato, abrigos e depósitos de arroz. Foram arrasadas as tabancas de Cauane, S. Nicolau, Curco, Cachida e Cachil.
Operação inútil
Em 24 de Março, ao fim de 71 dias de campanha, o tenente-coronel Fernando Cavaleiro dá o assunto por encerrado. Quatro dias antes, á noite, passeara triunfante com o grupo de comandos e o pelotão de pára-quedistas pelas matas de Cauane, de Cassaca e de Cachil. Os guerrilheiros, incapazes de travar os ataques portugueses, estão em fuga.
Os combates custaram ás nossas tropas 9 mortos e 47 feridos - além de 193 combatentes evacuados por doença. O tenente-coronel Fernando Cavaleiro escreveu no relatório final: "mais uma vez se verificaram as extraordinárias qualidades do nosso soldado. Apesar de pessimamente instalados em abrigos, vigilantes dia e noite, de terem tomado parte de inúmeras operações, de durante 23 dias se alimentarem exclusivamente da mesma ementa de ração de combate à base de conserva, de durante os restantes 48 dias apenas terem comido uma refeição quente, apesar da falta de água para beber - a tudo resistiram, mostrando assim um verdadeiro e inigualável poder de adaptação e espirito de sacrifício"
A Operação Tridente foi das mais ingratas de toda a Guerra Colonial - um sacrificio inútil. Os guerrilheiros foram expulsos da região. mas o comandante-chefe que veio a seguir, general Arnaldo Schultz, retirou a guarnição que lá tinha ficado. Resultado: os guerrilheiros voltaram a ocupar as ilhas.»
Extraído (dados, imagens e texto entre aspas) de:
"As Grandes Operações da Guerra Colonial, 1961-1974. IV Operação Tridente", Suplemento do "Correio da Manhã"
Extraído (dados, imagens e texto entre aspas) de:
"As Grandes Operações da Guerra Colonial, 1961-1974. IV Operação Tridente", Suplemento do "Correio da Manhã"

























