Lembranças da Guiné, na guerra e já fora dela. Pesquisa, comentários e factos. A memória sempre presente. Não está por ordem. É conforme me vou lembrando. Tudo o que tem a ver com a Guiné, a sua história, as etnias, a colonização e as guerras de resistência. Também a minha experiência durante a guerra colonial (está nos primeiros posts). Para quem não sabe ou viveu que veja e avalie se é realidade ou ficção. Para quem sabe ou viveu são lembranças.
28 de maio de 2012
494-Aspectos e tipos da Guiné XXIII
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27 de maio de 2012
493-Ensino rudimentar (para indígenas) na Guiné
Há vários regulamentos e outros documentos que não coloco por me parecer que já não têm tanto interesse. O texto completo pode ser visto aqui.
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26 de maio de 2012
492-Belas paisagens naturais da Guiné
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25 de maio de 2012
491-O rito foi quebrado
GORA, a lua nasce tarde. Muito tarde. Por isso a tabanca está dispersa no
negrume opaco da noite e as palhotas são sombras que se adivinham.
De quando em quando um bovino muge sabe-se lá que dor oculta e rompe o silêncio
que aperta os homens e as coisas.
Então, qualquer
cão invisível rosna ao longe, para os lados da paliçada. A aragem branda, que
sobe do rio lamacento, agita os caules tenros do arroz e semeia mosquitos pela
povoação dormente.
Nenhuma voz
humana atravessa o barro, seco por muitos sóis, que reveste as casas. Porque
vozes algumas há para o atravessar. Os homens atiraram os arados para um canto,
ao cair da noite, e tombaram sobre as esteiras como mortos.
Anda no ar,
envolto no cheiro a esterco e a barro húmido, o odor acre do fumo que se filtra
pelo colmo das coberturas. Porque, em todas as casas, em todos os quartos, o
lume arde junto das esteiras iluminando os corpos nus que repousam. É uma
fumarada negra, lacrimogénia, que se eleva em novelos densos e escoa
lentamente, muito lentamente, pelas raras frinchas.
Também Naála Bari
sofre o horror do fumo. Ao canto do quarto, junto ao pote repleto de arroz,
quatro achas em chamas avolumam as sombras e traçam, na parede nua, riscos de
fumo.
Em casa de
Naála não há qualquer lanterna. Cuma Naté, o marido, é rico. Tem «bolanhas» extensas
e gado sem conta. Mas gasta, durante o «seco»,
todo o dinheiro em «cana».
Ela viu, uma
vez, Cuma receber muito dinheiro. Mas, desde logo, o «branco» da loja trouxe a aguardente
e disse coisas. Disse que Cuma
Naté não era macho. E levou-o, entre risos e muita conversa, para lá
do balcão. O dinheiro ficou todo, todo, que Cuma precisava mostrar que bebia
teso como verdadeiro macho.
Mas não o é. Ela já o viu tremer, como um garoto,
quando Madja Bagi o mediu com o olhar em fogo. Foi uma vergonha. O chefe
Infanda, encostado ao velho poilão, sorria de gozo e coçava a barba toda
branca, pontiaguda e revolta. Parecia um bode. Aquele bode preto que CIodjê
roubou aos mandingas da outra banda do rio. Foi uma vergonha.
Naála Bari sofre o horror do fumo e da maldição.
Talvez que o medo de Cuma criasse raiva no «lrã». Ou talvez Madja, que fala fula,
trouxesse deles os «mezinhos» maus que originam trabalhos.
O certo é que sobre ela tombou a maldição. Uma
maldição tão grande, tão grande, que a tolhe toda. Ela bem vê, no olhar de ódio
que a «jambacosse» lhe atira, a grandeza do seu pecado. Terá que dar-lhe muito
arroz para que se cale. Para que não conte nas tabancas vizinhas o castigo que
Cuma sofreu.
A medo, arriscou a mão pela largura da esteira.
Os gémeos recém-nados, mergulhados num torpor morno, enovelavam-se, unidos,
como se aguardassem ainda a saída para o mundo.
Agachada junto do fogo, a «jambacosse» cozinha o
arroz para levar, logo que o dia chegue, a estranhas divindades. Cuma Naté dirá
depois qual o porco a sacrificar. Depois ...
Mas agora, para já, antes que a Lua venha, urge
levar longe, para tão longe que não cause dano, aquela coisa que nasceu com o
filho de Cuma.
De súbito, uma dor funda obriga-a a sentar-se,
com um esgar: E se a velha se enganasse? Se expulsasse o filho de Cuma e
deixasse em casa aquele outro que ela pariu depois?
Mas não. Cumba Nantofá não se engana nunca. Está
na posse de todos os segredos e diz ao «Irã» palavras esquisitas.
E se lhe perguntasse?
Quando a velha, ao ouvir rumor, se voltou, apenas
viu um rosto torcido de dor, apavorado. Com um gesto seco obrigou-a a deitar e
atirou-lhe com o pano que Cuma usava quando ia ao Posto.
O carinho, por inusitado, enterneceu-a. Procurou
acomodar-se melhor e fechou os olhos. Um peso abrupto caiu-lhe sobre as
pálpebras. No ventre e coxas uma dor aguda e persistente. Vagamente, sentiu
que lhe sugavarn os seios. As cócegas obrigaram-na a erguer as mãos. Encontrou
duas cabeças quentes e peganhentas que lhe causaram repulsa. Mas não as
retirou. Ficou, inconscientemente, a afagá-las de manso ...
'"
* *
Tinha O corpo inundado em suor e uma secura na
boca, quando acordou. A dor que a prostrara, atenuara-se. Agora, apenas no
peito, sob o seio esquerdo, sofria uma picada mal definida, mas opressiva, que
cortava a respiração e punha tremuras nas pernas robustas.
De pé, bem
junto da esteira, a velha Nantofá fitava-a indiferente, com o olhar parado e
baço de gazela focada. Sem ódio. Sem simpatia. Apenas aquela impassível
serenidade de corpo sem alma que a amedrontava.
Com um gesto tímido, Naála Bari gemeu por água. A
«jambacosse» trouxe-lhe a caneca de folha oxidada que mergulhara no pote.
Enquanto sorvia a água a longos goles, recordou a tarde longínqua em que,
depois de farta colheita, Cuma aparecera fumando aqueles cigarros de «branco».
Ele despejara todos no seu bolso e dera-lhe a lata que, nesse tempo, era
brilhante e tinha um barco de muitas velas pintado a cores.
A velha atirou a caneca para um canto. Depois,
com um leve aceno, fitou-a nos olhos, fê-Ia erguer-se.
Naála sentiu, de novo, aquela dor teimosa
invadir-lhe o ventre escaldante. Cambaleou,
gemendo, e foi amparar-se pesadamente ao grande pote do arroz.
Quando ergueu os olhos doridos, encontrou O ricto
mau que contraía as feições da Cumba. E logo qualquer coisa fria, e demorada,
se lhe fincou na nuca e espalhou pela espinha. Sentiu, apavorada, que lhe
fugiam as forças. Que forças algumas há a opor à velha «jarnbacosse» inexorável como um destino.
Pensou no marido. Mas Cuma Naté, àquela hora,
estaria talvez bebendo com os «grandes», festejando o nascimento do filho. Só
de manhã receberia pública e oficialmente a feliz nova. E o tambor, sincopadamente, rasgará o espaço até comunicar a
notícia.
Mas o momento presente, este instante doloroso
que parece eternizar-se, é um duro transe. E a velha Cumba, seca e má, impondo
sua presença, imperturbavelmente...
Cá está ela, de novo. Põe-lhe nos braços um
pequeno embrulho quente. Quente e palpitante.
Sente, bem junto ao seu peito, nos braços
musculosos, em todo o corpo, a agitação daquele ser rabugento e choroso. E nas
costas, dura e incómoda, a pressão insistente dos dedos da Cumba que, sem
ruído, abriu a minúscula porta.
Um bafo frio, e húmido, esbofeteou Naála Bari. A
escuridão arrebatou-a. E levou-a consigo, através da povoação, vestindo-a de
humidade.
Apenas o instinto a guia pelos trilhos tantas
vezes pisados e que a noite escondeu. Por inúteis, leva os olhos semicerrados -
que o peso sobre eles é imenso. E o fardo que transporta, mudo e quedo depois
de o haver aconchegado a si, é, agora, apenas uma pequena máquina que trabalha
com imperceptíveis vibrações regulares.
O capim, alto e húmido, vergasta-lhe o rosto, com
pequenas pancadas frias. Das «bolanhas» vêm os gritos hílares dos sapos.
Dir-se-ia que milhões de chocalhos estão sendo agitados, freneticamente, em
toda a parte. Nos campos em volta, ao perto e ao longe, nos seus ouvidos e no
seu cérebro. Em toda a parte. Pela primeira vez nota esse barulho enorme, que
enche a noite, torturante até à loucura.
Lá em baixo, à sua esquerda, logo após a vedação
da «morança» dos Nantofás, a vereda corta quase em ângulo recto. Depois é o
mato. inóspito e fechado como um abismo. Ou uma maldição...
. ..Madja Bagi é
forte e audaz. Não teme o mato nem as moitas sem luz. E uma vez, em sua
honra, foi longe, longe, roubar a vaca malhada que todos cobiçavam. E ela, ela
foi para Cuma Naté, o homem que tremeu. O homem que, depois das colheitas, ouve
conversa de «branco» de lojas. Madja fala fula. Trouxe deles, decerto, o
segredo de fazer desgraça. Ou solicitou deles, talvez, o uso da maldição...
Naála Bari sabe que pouco andou ainda. A vereda
que conduz ao porto, para a direita, não foi atingida. Para lá, muito para lá,
acaba a tabanca. E depois, o mato.
A humidade que escorre, refrescando o seu corpo
em fogo, dá-lhe um alento que não supôs possível. Mas nos pés, invisíveis
grilhetas. pesadas como a noite, arrastam-lhe os passos. E luzes de febre,
irisadas
e imóveis, dançam em volta
incendiando-lhe as pálpebras. O pequeno fardo - pulsa que pulsa - é um chumbo que derreia. E quebra os braços.
Por isso, Naála
não pensa - sofre. Um mal estranho, indefinido e frio, dá-lhe uma sonolência de
anestesia.
Passos, passos. Luzes, ruídos,
dores. Febre, muita sede. Passos...
Fernando R. Barregão
Fernando R. Barregão
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24 de maio de 2012
490-Tabanka de lebre, lala
Tabanka de lebre, lala*
|
(Djitu ku pui lala bida Tabanka di lebre:
como é que a lala se tornou a Tabanka do lebrão)
|
Era, era…
|
Era uma vez, uma grande Tabanka de animais, chamada “lala”. Lá moravam quatro famílias. A
|
família lebre, a família cabra, a família lobo (hiena) e a família onça. Todos eram parentes tocados.
|
Porque eram todos animais da floresta. Mas mesmo assim, cada família, como é caso de todos os
|
Seres, tinha a sua Morança própria, dentro da grande Tabanka. Também cada família tinha o seu
|
dono de Morança, o chefe.
|
E o problema na Tabanka de lala era esse. Os donos de Morança não se entendiam. Ao contrário
|
das suas crianças. Essas se entendiam. Não tão perfeitamente bem, mas sim
razoavelmente.
|
Porque se cruzavam sós sem acompanhamento, não se roubavam a comida de uns aos
outros,
|
segundo a lei do mais forte, nem se furtavam, segundo a lei do
mais intriguista, e nem se brigavam
|
(como isso acontecia no caso dos seus pais, as vezes até a morte), segundo a lei do mais feroz.
|
Havia uma hierarquia entre os donos de Morança que não era observado entre os filhos. O
Papai
|
lebre era da categoria inferior de todos. Porque o mais fraco
(fisicamente), menos intriguista e
|
menos feroz. O sobrinho de todos. Ele tinha que apelar e tratar
os outros três de Tio. Tinha todavia
|
uma qualidade excepcional. Era uma pessoa de bem muito
respeitadora de outros seus
|
congéneres e uma pessoa de bons planos. E porque sobrinho, cultiva
esses valores em todas as
|
situações de vida.
|
O Papai cabra-bode era o sobrinho dos Papais lobo e onça. O Papai lobo, o sobrinho do Papai
|
onça, que era assim o único sem Tio na Tabanka. Só para lá fora tinha ele os Tios tigre, leão e
|
pecador que moravam em outras Tabankas.
|
Um dia, do regresso da caça, o Papai lebre encontra o Tio
cabra-bode numa fonte. Disse que caiu
|
lá por descuido. Fez tudo e não conseguia sair. Pedia por isso o
socorro ao sobrinho lebre.
|
O Papai lebre que não era forte, nem intriguista e nem
feroz, mas sim pessoa de bem, muito
|
respeitador das regras da vida conjunta e muito respeitadora da
força dos bons planos, pôs-se
|
logo a fabricar um bom plano sobre o assunto. Diz-se à si então, “ah, se dos três Tios maus, o
|
Senhor Deus mandou neutralizar um pelo calaboiço da fonte, então há que continuar por essa
|
via”. Princípio da solução encontrada, solução encontrada.
|
O Papai lebre fabrica logo então um acordo que apresenta ao Tio
cabra-bode. Oferecer-lhe-ia seu
|
socorro contra o abandono da Tabanka de lala, para ir morar
doravante e em definitivo, com a
|
família toda, na Tabanka do Tio pecador. Ele, o Papai lebre sabe,
que o Tio pecador, até a um certo
|
ponto, tolerava bem as famílias de animais do género de Tio cabra-bode. O Tio
cabra-bode, ciente
|
da sua situação e vantagens de se salvar a vida,
aceita o acordo. Celebram em seguida esse pela
|
partilha de uma cola de juramento. Cada um comendo uma parte,
jurando pela honra e alma deles
|
mesmos e pela honra e alma de todos os seus antepassados. O
Papai lebre vai e informa a família
|
do Tio cabra-bode, onde até lá ainda ninguém sabia de nada. Socorrido, o Tio
cabra-bode parte
|
O Tio lobo, no dia seguinte, reparando as pegadas do cabra-bode,
seu sobrinho mal querido e
|
sempre mal tratado, lança-se logo na perseguição deste sem nenhuma desconfiança. Finda a
|
caminhada exactamente na fonte.
|
O sobrinho lebre que aparece um tempo depois apresentá-lo-á a proposta do mesmo tipo de
|
acordo que celebrara com o Tio cabra-bode. Propondo-lhe mudar,
doravante e em definitivo, com
|
toda a família, para a Tabanka da mata de tarrafe e/ou de mantampa de serra
do Tio tigre. O Tio
|
lobo, ciente da sua situação e vantagens de se salvar a vida,
aceita o acordo. Os dois celebram em
|
seguida esse pela partilha de uma cola de juramento. Cada um
comendo uma parte, jurando pela
|
honra e alma deles mesmos e pela honra e alma de todos os seus
antepassados. O Papai lebre vai
|
e informa a família do Tio lobo da mesma maneira
como fez com a família do Tio cabra-bode.
|
Socorrido, o Tio lobo parte com a família toda de uma vez para sempre para
a Tabanka da mata de
|
tarrafe e/ou de mantampa de serra do Tio tigre. (A menos que
viesse mudar da atitude e do
|
comportamento no futuro de um Tio mau para um Tio bom).
|
O Tio onça é afastado pelo sobrinho lebre com a ajuda do mesmo tipo de
plano. Fabrica também
|
com a ajuda do amigo arquitecto, pedreiro e carpinteiro bagabaga
um calçado com a forma das
|
patas dos pés do Tio lobo. Depois camufla a
abertura da fonte como fez antes nos outros dois
|
casos e caminha com os sapatos da forma das patas dos pés do Tio lobo, calçados, até perto da
|
Morança do Tio onça para depois regressar ao local da
fonte.
|
O Tio onça ao acordar-se no dia seguinte e reparando as pegadas do lobo,
seu sobrinho mal
|
querido e sempre mal tratado, à volta da sua casa, lança-se logo na perseguição. Sem
|
desconfiança nenhuma. E finda também a caminhada exactamente como os
Tios cabra-bode e
|
lobo na fonte.
|
O sobrinho lebre aparece um tempo depois como fez nos dois
outros casos. Apresenta ao Tio onça
|
a proposta do mesmo tipo de acordo que apresentara aos Tios
cabra-bode e lobo e que celebrara
|
com eles. Propondo-lhe mudar, doravante e em definitivo, com
toda a família, para a Tabanka da
|
mata serrada do Tio leão. O Tio onça, também ciente da sua situação e vantagens de se salvar a
|
vida, fez como fizeram os Tios cabra-bode e lobo. Aceita o
acordo. Os dois celebram esse
|
partilhando a cola de juramento. Cada um comendo uma parte,
jurando pela honra e alma deles
|
mesmos e pela honra e alma de todos os seus antepassados. O
Papai lebre vai e informa a família
|
do Tio onça da mesma maneira como fez com a família do Tio cabra-bode e do Tio lobo.
Socorrido,
|
também o Tio onça parte com a família toda de uma vez para sempre para
a Tabanka da mata
|
serrada do Tio leão. (A menos que viesse mudar da
atitude e do comportamento no futuro de um
|
Tio mau para um Tio bom).
|
Feito tudo, a lebre, sem nunca se ter metido na categoria do
mais forte, nem do mais intriguista e
|
muito menos, do mais feroz, foi chamar toda a família para um grande meeting. Onde fez
um
|
grande discurso com grandes palavras que ficaram para sempre na
memória de todos os Seres da
|
A família lebre ficou como a única na lala. Mas, sempre esperançada de que algum dia os seus
|
parentes asilados conseguir-se-iam transformar-se em Seres bons
para assim poderem regressar
|
na sua Tabanka de lala. A sua Tabanka natal. Por isso, as lebres
até hoje, quando saem fora das
|
suas casas (esconderijos) bem arranjadas na lala, não passam o lapso de um tempinho sem
|
levantar as suas grandes orelhas para todas as direcções. É para ver se as famílias cabra, lobo e
|
onça já estão de regresso.
|
Moral da história (entre outras):
Uma comunidade com muitos membros poderosos
maus; se consegue ver colocado um desses maus, por um
|
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