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12 de junho de 2012

506-Minha terra minha amada



Minha Terra, Minha Amada
Amanhece lá no sertão
Uma menina, quatro "moleque"
Não tem jeito não
Noite aquece o meu coração
Uma saudade, quatro "viaje"
Sem direção
Mas se meu Deus quiser
Vou voltar pra minha terra
Nem que seja a pé
Meu Pai me diga agora
Como posso suportar
A dor de ter a minha amada
E nem poder tocar
Meu Pai me diga agora
Como posso suportar
A dor de ter os "meu amado"
E nem poder tocar

11 de junho de 2012

505-O Nosso Primeiro Livro de Leitura

Um dos livro utilizados nas escolas do mato pelo PAIGC durante a guerra colonial.
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10 de junho de 2012

504-Os panos dos papéis


OS PANOS DOS PAPÉIS E AS BALOBAS DE MARIANA

Fernando Peixeiro, da Agência Lusa
Bissau, 09 jun (Lusa) - Os tradicionais panos de pente da Guiné-Bissau voltaram a fazer-se, a cultura da etnia Papel é divulgada e Quinhamel é um polo turístico já este ano. Porque a Mariana, um dia, conheceu na Roménia um guineense.
É em Quinhamel, a poucos quilómetros de Bissau, que Mariana Ferreira dirige a Artissal, uma organização não-governamental que acolhe uma sala de tecelagem onde diariamente trabalham 22 tecelões e outros tantos aprendizes (familiares, porque o aprendiz tem de ser sempre da família).
São Papéis (uma das etnias da Guiné-Bissau) e fazem pano de pente, tradicional do país, com teares melhorados, mas de base idêntica aos que existiram até quase terem caído no esquecimento, há uma década. Mais a norte, em Calequisse, outros 22 homens, Manjacos de etnia, trabalham também em pano de pente, patrocinados pela Artissal.
A tradição quase se perdeu na Guiné-Bissau, mas foi recuperada através da organização, criada por uma romena formada em música e artes plásticas e que um dia conheceu no seu país um guineense estudante, com quem se casou, passando a viver na Guiné-Bissau a partir de 1986.
Mariana deu aulas, ensinou música, promoveu a cultura, publicou livros de recolhas de músicas tradicionais, deu a conhecer artes como cestaria e olaria. Tudo passado. O "presente" começou há oito anos: "fundei a Artissal em 2004 aqui em Quinhamel e a cooperação portuguesa financiou a construção da fábrica, o atelier. Fizemos voltar do Senegal 22 pessoas que sabiam fazer pano de pente, mas que tinham emigrado porque aqui já não se fazia".
Esse trabalho de sensibilização, e também de alfabetização e formação, durou dois anos. A Artissal começou a fazer panos tradicionais em 2006. É membro da organização africana de comércio justo e fazia cerca de cinco mil euros mensais em vendas na loja de Bissau, até ao golpe de Estado de 12 de abril. Também exporta para Portugal.
Porque a tecelagem é coisa de homens, a Artissal "começou a pensar em integrar as mulheres deles". Com mais apoios, desta vez espanhóis, formaram-se 16 costureiras.
Mas não chegava. "Temos de viver das vendas, o que é muito vulnerável", diz Mariana Ferreira. Cabelo apanhado, ar sério, português com ligeiro sotaque, acrescenta: "pensámos numa estrutura que pudesse ligar tudo, pensámos num pequeno polo turístico que pudesse englobar o pano de pente, um projeto de turismo diferente, baseado na riqueza cultural da região de Biombo" (onde se integra Quinhamel).
E foi assim que de uma organização de produção e divulgação de panos tradicionais, coloridos e com motivos recuperados nas tabancas (pequenos aglomerados do interior), a Artissal, de novo com apoio português (Instituto Marquês de Valle Flôr), se lançou no turismo cultural.
Ao lado da fábrica de tecelagem fizeram-se 'bungalows' e voltou-se a ir ao povo. "Conseguimos fazer essa gente perceber que podíamos levar pequenos grupos de pessoas, interessados no que eles têm e que tem valor para essas pessoas".
Com o aval das comunidades a Artissal criou o "circuito das Balobas", locais sagrados dos Papéis, o "circuito dos saberes", mostrando aos turistas o pequeno artesanato local, e um circuito de passeio. E deu emprego a mais 16 pessoas.
Ainda em fase experimental, o projeto turístico deve desenvolver-se este ano. Porque o da tecelagem está em pleno, com os mestres a ensinarem aos aprendizes ("não há uma escola de tecelagem, passa-se de pai para filho, para sobrinho") como se faz e o que representa o pano de pente.
"O pano é um objeto de grande significado para a etnia Papel, intervém em todas as etapas da sua vida e é um objeto sagrado. Quantos mais panos se arrecada em vida mais rico se é", conta Mariana Ferreira, ao lado de homens a tecer panos coloridos e padrões ancestrais, ajudados por outros mais jovens. Serão colchas, serão toalhas de mesa, serão roupas, serão também bolsas e carteiras.
"A Artissal surgiu no desejo de defender um pouco aquilo que era o património guineense que era o pano de pente, e conseguir gerar emprego autónomo através de uma profissão antiga mas que estava quase em vias de desaparecer, a tecelagem", resume Mariana.
Atelier mas também escola e polo turístico, a Artissal é ainda centro de conferências e de apoio a pequenas produções locais. E será o que o "engenho e arte" de Mariana Ferreira ditar.
"A ideia agora é parar seis meses para ver o que esta simbiose vai dar", diz. Mas já pensa em expandir o turismo a outras regiões da Guiné-Bissau. Assim o país estabilize e os turistas voltem. Para comprar panos de pente e fazer o "circuito das Balobas".
Fonte no net: http://paginaglobal.blogspot.ch (09.06.12)

5 de junho de 2012

500-O rapazinho e a pomba de milagres


o rapazinho e a pomba de milagres
(Atitude ku konduta ki pui rapasseada di gossi ka ta fasi milagre;
a atitude e a conduta que fez que a rapaziada dos nossos dias não faz milagres)
Era, era ...
"[ ... ]. Era uma vez um rapazinho que foi educado num colégio qualquer de padres e que acreditava muito em milagres. Não conhecia nada da vida, porque fez a sua vida no colégio e saiu de lá homem, com vinte e um anos. Todas as injustiças que ele verifica, eram mal; não entendia que havia dum lado a miséria, gente que sofre, e do outro os ricos. Mas ele conseguiu encontrar uma pomba que fazia milagres. E então, porque o seu pensamento estava ligado ao sofrimento dos outros, resolveu fazer tudo para ajudar os outros, para não haver fome, nem frio, para todos terem casas para morar, para cada um realizar os seus desejos; ele não pensou em si mesmo, mas pedia à pomba para fazer milagres para outros. Então a pomba apareceu-lhe e sentou-se na sua mão. Ele disse: - "pomba, dá casas para aqueles pobres," - e apareceram as casas com tudo, dentro delas. "Dá comida àqueles famintos", e aparecia a comida, boa comida. Chamava mesmo as pessoas para perguntar o que é que queriam, e dava. Até o dia em que arranjou a sua namorada e sentou-se com ela. A namorada pedia­lhe uma coisa e ele dava. Outra gente dizia que também queria, mas ele não tinha tempo, agora era só para a namorada. Repentinamente a pomba voou, foi-se embora. Acabaram-se os milagres e tudo o que ele tinha feito como milagre tornou a desaparecer, mesmo ainda com a pomba na mão os milagres acabaram. Ele já não podia fazer nada pelos outros, porque só pensava na sua bojuda, na sua barriga"
(CABRAL, Amilcar, 1978: 155, "III. o nosso Partido e a luta devem ser dirigidos pelos melhores filhos do nosso povo", in: Arma da teoria: unidade e luta, obras escolhidas, Lisboa, Seara Nova, 2ª ­ed., 248 p)*
l-I = Contado por Amilcar Cabral, o pai fundador das nacionalidades bissau-guineense e cabo-verdiana aos quadros dirigentes e responsáveis do PAIGC, participantes num importante seminário decorrido em Conakry (Guiné-Conakry) entre 19 e 24 de Novembro de 1969.
I-} = Moral da história (sempre citando Amilcar Cabral): "Na medida em que somos capazes de pensar no nosso problema comum, nos problemas do nosso povo, da nossa gente, pondo no devido nível os nossos problemas pessoais e, se necessário, sacrificando os interesses pessoais, somos capazes de fazer milagres. Assim devem ser todos os dirigentes, responsáveis e militantes do nosso grande Partido, ao serviço da liberdade e do progresso do nosso povo".

4 de junho de 2012

499-A indústria na Guiné em 1841



Corografia Cabo-Verdeana, ou Descipção Geografico-historica das Ilhas de Cabo-Verde & Guiné”, Tomo II, José Conrado Carlos de Chelinicki & Francisco Adolfo de Varnhagen, Lisboa, 1841