Quando não havia mato tinha muitas vezes de pôr o meu pessoal a mexer. Por um lado, tentava evitar que o ocupassem com cana ou com cerveja demasiadas vezes. Não se tratava de proibição, nem pensar, não era bom, era mais um pretexto para que intervalassem. De qualquer modo, este era um meio que eu achava fundamental para os manter operacionais. Era uma preocupação minha, não já dos outros alferes cujos homens eram de outras etnias, abstémias ou mais comedidas.
Várias vezes me vali da organização de exercícios de defesa do aquartelamento e de tiro.
Um dia, quando já estavam formados e sabiam para que era, houve um, o Clode, que decidiu refilar.
- Nha kurpu nesesita diskansu[1].
É verdade que tínhamos passado a noite no mato, mas tinha de ser assim.
- Deixa-te de merdas. Bo ka nesesita diskansu pa suta iagu[2].
- Aan!
Não gostou.
- Bo ka kiri izersisiu, mbes bo misti diskansu ke ka ta kaba[3]?
Calou-se e os outros não disseram nada.
Houve uma cena interessante, salvo seja, quando foi o tiro de G3.
Necessitavam de treino porque era gente sem regras, de difícil controlo
quando debaixo de fogo. Sucedeu que o Etudja, o ermonsinhu[4] do Moba,
quando disparava de rajada sobre um alvo, virou-se para
o lado a gritar sempre com o dedo no gatilho.
- Alfero, não pára!
Cagaço geral, lançaram-se todos para o chão, eu também. Foi o próprio irmão que lhe saltou para cima e lhe arrancou a G3. Se não fosse, ainda, o seu físico e a sua má cara, o ermonzinhu tinha levado uma carga de porrada de todos.




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